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Conto de Natal

Tinha posto a mesa de Natal
Alguém bateu à porta, eu fui abrir.
Era um pobre velhinho a tiritar,
Uma esmolinha a pedir.

Senhora! A noite está muito fria
Dai-me qualquer coisa para comer,
Basta uma sopa bem quentinha
Para que eu possa aquecer.

Fui buscar uma sopa bem quentinha,
A acompanhar com um naco de pão
Volto e não vejo o velhinho,
Tinha-se sumido na escuridão.

Parada junto à porta eu fiquei,
Meu Deus, eu não estava a sonhar…
Olhei o céu à minha volta,
E vi uma estrela a brilhar.

Na noite que estava fria e escura,
As estrelas estariam a dormir.
Mas naquela estrela que brilhava
Eu vejo o meu velhinho a sorrir.

Ali fiquei, parada e nada disse,
Os meus olhos começaram a chorar
E eu ouvi o velhinho dizer:
Deus abençoou o teu lar.

Fechei a porta muito devagarinho,
Se era sonho, não queria estremecer,
Lembrei-me da guerra e das criancinhas
E três velas acendi para as aquecer.

Quando me fui deitar, adormeci,
Pensando neste sonho irreal
Se as criancinhas acreditam,
Também eu acredito no Pai Natal.


Maria Augusta

 

     
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