Pesquisa

ok
Home»Nortada»Nortada Detalhe
 
Desafios do movimento sindical analisados em seminário regional

A UGT promoveu no Porto, no passado dia 17 de Janeiro, um seminário regional subordinado ao tema “Os desafios do movimento sindical”, que contou com a participação de centena e meia de sindicalistas. O evento começou com a apresentação da política reivindicativa da central para 2009, elencadas num documento intitulado “100 Propostas para Mudar Portugal”.

No capítulo da actuação conjunta para uma globalização diferente, a UGT sublinha que há que lutar para que as Nações Unidas assumam o seu papel com realce para a OIT e que é necessária uma governação global da área financeira, bem como uma maior transparência da Organização Mundial do Comércio.

A central defende, nomeadamente, a regulação dos mercados financeiros, a introdução de transparência nas operações e nas contas do sector financeiro, a regulação e a limitação da acção dos paraísos fiscais, a taxação das operações financeiras internacionais, a imposição de cláusulas sociais para o acesso aos mercados internacionais, a imposição de cláusulas ambientais e o reforço do apoio ao desenvolvimento.

Quanto ao reforço da intervenção da União Europeia, a UGT reivindica o reforço do orçamento comunitário para combate à crise, o reforço do Fundo Europeu para a Globalização, o reforço da governação económica e a orientação das políticas do Banco Central Europeu, maior intervenção a nível mundial, melhor actuação a nível dos acordos bi e multilaterais e o reforço dos meios comunitários afectos à cooperação para o desenvolvimento.

Relativamente ao reforço e à melhoria das políticas públicas, a central exige o reforço do investimento público, a melhoria dos apoios sociais aos desempregados, a melhoria das políticas activas de emprego, o reforço do apoio às famílias endividadas, a melhoria do crédito às empresas, o pagamento atempado das dívidas do Estado, o apoio às empresas em dificuldades transitórias devidas à crise, a melhoria do poder de compra dos trabalhadores e dos pensionistas, a regulação dos mercados financeiros, o combate às práticas de concorrência desleal e o reforço da intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho.

No que diz respeito à defesa da regulação financeira, a UGT defende o reforço da regulação do sector financeiro, a melhoria da intervenção dos reguladores financeiros, a proibição da prática de operações puramente especulativas em Bolsa, a taxação das operações financeiras de curto prazo, a proibição da distribuição de lucros e da melhoria dos salários dos gestores das empresas apoiadas pelo Estado, o reforço do papel da Caixa Geral de Depósitos no apoio às empresas e às famílias e na prática de taxas justas, o reforço dos apoios às famílias endividadas, a melhoria da transparência dos contratos da banca e a transparência dos produtos financeiros do sector bancário e segurador.

Por último, quanto à defesa do emprego e à criação de postos de trabalho, a central propõe o reforço do investimento público com impacto imediato em 2009, o privilegiamento dos investimentos virados para os mercados locais, o reforço e a implementação de políticas activas de emprego, o favorecimento da criação de empregos na área do ambiente, o congelamento dos mecanismos de mobilidade na administração pública, o apoio à criação de postos de trabalho na área social e a reestruturação dos programas comunitários.

Um outro documento de particular relevância apresentou 25 propostas para fortalecer e reforçar a UGT: reforço da sindicalização, promoção da reorganização sindical, criação de uniões sindicais, promoção da filiação de federações e da filiação de organizações independentes, filiação dos trabalhadores autónomos, reforço da negociação colectiva, desenvolvimento da acção na cultura e nos tempos livres, coordenação e apoio da acção dos sindicatos, apoio e sindicalização dos imigrantes, promoção da igualdade de oportunidades, apoio da acção junto da juventude, reforço da intervenção junto dos quadros, apoio aos reformados e pensionistas, promoção de uma nova estratégia de comunicação, desenvolvimento da formação profissional e da cooperação internacional, promoção da modernização administrativa, apoio à criação de associações sem fins lucrativos, resolução dos pendentes financeiros, promoção do diálogo interno, coordenação e reforço da acção internacional e reforço da cooperação bi e multilateral.

 

     
   Imprimir        Voltar        Topo
Copyright © 2007 SBN