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Carta aberta aos bancários reformados

Dentro em breve estarão os bancários em mais uma negociação contratual, mais que não seja para a respectiva revisão da tabela salarial. Dado o facto de no SBN se realizarem eleições no próximo mês de Abril, antevejo que as negociações estarão nessa altura concretizadas. No entanto já não tenho a certeza de que nestas negociações possa vir a ser discutida a problemática do IRS dos reformados bancários.

Ao fazer esta afirmação, baseio-me na pouca informação sobre esta matéria por parte das direcções e Comissão Sindical de Reformados, incluindo a revista Nortada, onde apenas duas tendências, TIDC e LUs, mais aquela que esta, têm, demagogicamente, feito algum eco sobre o assunto. Lamento que o silêncio seja, por vezes, a solução ideal face às dificuldades encontradas nas negociações. Se as direcções vão encontrando para os bancários do activo alguns ganhos mínimos, no que se refere aos reformados já não têm encontrado capacidade de negociação para bater o pé…

Não fazemos greve, somos meramente um número em defesa da extinção… Por isso, é com tristeza que constato a deficiente movimentação nesta matéria, face à injustiça e à extorsão a que os reformados bancários foram sujeitos. Os sindicatos do sector (os verticais e ou outros) já deveriam ter tomado uma posição clara e inequívoca em defesa de uma verdadeira política social. E se no que respeita ao salário mínimo nacional há que registar a correcta posição assumida pela UGT e pelo seu secretário-geral, o mesmo já não podemos dizer no respeitante aos reformados bancários.

As direcções dos sindicatos verticais deveriam, mais uma vez, assumir junto dos responsáveis pelo esbulho dos reformados bancários – as ICs e a APB que não cumprem os acórdãos livremente assumidos – uma posição forte e intransigente dos reformados… Os sindicatos e a UGT deveriam, pelos meios ao seu alcance, dado que são órgãos representativos dos trabalhadores, ter denunciado publicamente a injustiça, a petulância e a falta de dignidade do patronato bancário.

Perante a decisão governamental, somente a equivalência de impostos iguais para tabelas salariais iguais colmatava pela razoabilidade este assunto – afinal o princípio contratualizado pelos sindicatos com o patronato. Esta carta aberta tem, por isso, como finalidade alertar todos os interessados – reformados bancários e direcções sindicais – para que este assunto não seja encerrado…

Há que demonstrar que os bancários reformados estão dispostos a lutar até à exaustão pela reposição da justiça… apesar de a alguns de nós poder faltar a voz. Caro e cara colega reformado(a): não fique adormecido(a) perante o atropelo de que é vítima. O emudecimento em que se encontra não pode continuar… As direcções sindicais não podem regatear esforços em defesa de um direito e da razão que nos assiste. Vamos à luta…


Almiro Guimarães

 

     
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