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Saída da crise necessita de um desenvolvimento duradouro

A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) exprimiu o seu ponto de vista sobre a crise financeira, bem como o pacote sobre a energia e as modificações climáticas, tendo acolhido com satisfação as iniciativas tomadas no sentido de uma resposta política comum à crise económica, cuja gravidade requer uma resposta unificada e concita a que sejam retiradas algumas lições referentes ao futuro.

Os sindicatos europeus consideram que esta crise é uma oportunidade para re-regular o funcionamento dos mercados financeiros, evitar os excessos futuros e colocar os mercados, acima de tudo, ao serviço do bem público. Assim, a CES apela à protecção da Europa face aos especuladores financeiros com a criação de um Fundo Europeu de Recapitalização a fim de ejectar novos capitais no sector bancário e à protecção dos salários dos bancos centrais e da economia real.

Com efeito, os trabalhadores europeus não compreendem que a Europa não tenha em conta os seus interesses, comparativamente à atenção que concede aos mercados financeiros. Por isso a CES propõe a criação de um fundo encarregado de promover os investimentos nas energias renováveis, na inovação e nas redes das infra-estruturas europeias, bem como o lançamento de uma política industrial concreta.

Por último, a CES propõe a apresentação de um Livro Branco sobre as Modificações Climáticas, as Competências e os Empregos em 2009, que formule propostas concretas a fim de promover uma acção coordenada dos estados-membros em prol da formação em novas competências em sectores como as energias renováveis, e a criação de instrumentos comunitários destinados a apoiar as transições sofridas pelos sectores e pelos trabalhadores afectados pelas medidas ligadas às modificações climáticas.

A portuguesa Maria Helena André, secretária-geral adjunta da CES, declarou a este propósito: “Estas são as duas questões que requerem mais do que nunca um importante sinal político das instituições europeias, que devem aproveitar a oportunidade da crise para melhorar a situação e para o fazer de forma diferente e de uma forma europeia.”

     
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