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Tratamento de varizes

POSTO CLÍNICO DE S.BRÁS


Por Luís Loureiro, especialista em angiologia e cirurgia vascular pela Ordem dos Médicos Fellow of the European Board of Vascular Surgery


A doença venosa crónica afeta cerca de 30% da população portuguesa, chegando aos 70% nas mulheres com mais de 65 anos. Trata-se de uma doença com uma taxa de mortalidade negligenciável, mas com uma morbilidade associada muito importante (principalmente nos estados mais graves).
O tratamento médico passa por estabelecimento de hábitos de vida saudáveis, com algum espaço para a terapêutica farmacológica. No entanto, a maioria dos doentes beneficiam do tratamento interventivo.
As cirurgias de varizes foram das primeiras a ser realizadas pelo ser humano, sendo já referida a técnica de fleboextração (remoção de varizes) em 100 AC. No entanto, a cirurgia de varizes sempre foi associada a uma dor muito marcada, inicialmente por ser realizada sem anestesia e depois pela recuperação dolorosa e complexa.
De tal forma era difícil o tratamento nos tempos do Império Romano, que Caius Marius, o terceiro fundador de Roma, depois de ter sido tratado a uma perna recusou tratamento na outra, dizendo: “Parece-me que a cura não vale as dores que se passam.”
E desde esses tempos até ao século passado pouco evoluiu o tratamento das varizes dos membros inferiores, com a pedra basilar a ser a remoção dos trajetos varicosos e das veias que os provocavam.
Na década de 60 do século passado, foi generalizado o tratamento de varizes com recurso a esclerosante. Consiste na injeção de produtos que levam à destruição da parede interna das veias, fazendo com que as veias “morram” por falta de alimento (o sangue que circula no seu interior). Apesar de esta técnica ser muito eficaz em veias de diâmetros reduzidos, nunca foi completamente eficaz nas veias de maior calibre e com paredes mais grossas.
Em 1995 foi introduzido na Europa o conceito de tratamento endotérmico de varizes. Pela primeira vez foi desenvolvida uma tecnologia que permitia a destruição de toda a veia que provoca as varizes. Este tratamento consiste na aplicação de temperaturas elevadas no interior das veias (cerca de 120ºC), de forma a queimar a totalidade da veia e assim excluir os trajetos com varizes da circulação sanguínea.
Em Portugal esta tecnologia foi introduzida em 2010, sendo que fui dos primeiros a tratar doentes de forma menos invasiva e com menos dor no pós-operatório no nosso país.




Quando em 2016 fui convidado pelo Conselho de Gerência para ser o responsável pela cirurgia vascular do SAMS Norte, pude introduzir estas terapêuticas minimamente invasivas no posto clínico de S. Brás.
Foram já ali tratados centenas de doentes com recurso a esclerose em espuma, esclerose líquida, esclerose guiada por cateter e ablação das safenas por radiofrequência.
Em 2017 e 2018 foram tratados no bloco operatório de Pequena Cirurgia 97 doentes. Destes, 30% já tinham sido submetidos previamente a uma cirurgia de varizes e representaram um desafio técnico maior, que em todos foi ultrapassado.
A técnica utilizada permitiu que todos os doentes fossem tratados em regime de ambulatório estrito, sem necessidade de jejum ou repouso no pós-operatório, com um tempo médio de estadia no edifício de 55 minutos.


Nota:Os tratamentos referidos no texto, se efetuados no SAMS representam
uma significativa redução no encargo dos beneficiários.




Condições especiais de estacionamento


A fim de facilitar o acesso ao posto de S. Brás, o SBN fez um protocolo com a Garagem Antero de Quental, através do qual todos os associados, beneficiários e utentes do SAMS/Norte poderão usufruir de um desconto de 20% nas tarifas de aparcamento automóvel ali praticadas.
Para beneficiar deste desconto, os associados, beneficiários ou utentes devem validar o talão de aparcamento junto da portaria do SAMS.
A entrada na garagem faz-se pela Travessa Antero de Quental, 300 (ao lado do Hotel Cristal).

     
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