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Sindicato nacional, sim, mas para reforçar a ação em defesa dos bancários e não apenas para juntar o

Sindicato nacional, sim, mas para reforçar a ação em defesa dos bancários e não apenas para juntar os associados dos sindicatos


Aqui estamos para ajudar a construir o sindicato nacional, na certeza da bondade destes pressupostos e daquilo que nos move, em primeira e última instância: a defesa intransigente de todos os associados.

Para o SBN, está praticamente concluído mais um passo para se concretizar a fusão dos sindicatos que constituem hoje a Febase. Refiro-me, mais concretamente, à proposta de estatutos a submeter aos associados dos respetivos sindicatos da federação.
Falta agora avançar com outras fases, para além daquela que presidiu à elaboração dos estatutos. E essas mesmas fases não serão, seguramente, menos importantes.
Senão, vejamos. É ou não importante saber qual a situação económica e financeira de cada uma das organizações que vão ser fundidas? Há quem diga que as contas de cada uma delas já se encontram auditadas e que, por isso, não é preciso fazer tal análise. Mas será isso assim tão linear? Então as contas do BES também não estavam auditadas por entidades de reconhecida capacidade e competência? E o que aconteceu?
E será que as fusões dos bancos foram feitas sem que houvesse essa análise económica e financeira às instituições? É caso para perguntar qual é a pressa agora!
As contas do SBN também estão auditadas por entidade inquestionavelmente reconhecida. Por isso, quero aqui deixar claro que estão totalmente disponíveis para qualquer análise económica e financeira por qualquer entidade isenta.
E que ninguém venha dizer que o que o SBN pretende é levantar obstáculos à constituição do sindicato nacional, ou questionar a honorabilidade dos parceiros que connosco se encontram empenhados na constituição deste projeto. É óbvio que as contas de todas as organizações de bem estão auditadas. Não é isso que o SBN coloca em causa, ao contrário das acusações que alguns pretendem lançar sobre nós. O que pretendemos é bem diferente: é uma auditoria a todos os parceiros – sendo o SBN o primeiro –, a todos os níveis, para que todos possamos conhecer tudo o que de relevante está em cima da mesa neste processo tão complexo, porque também todos temos o superior dever de prestar contas aos nossos associados, quanto aos atos que praticamos. Ou seja, cada um dos nossos associados, no momento de sufragar esta nossa tão relevante decisão, tem o direito de conhecer minuciosamente as razões, os porquês e os fundamentos em que a alicerçamos.
Que fique bem claro, de uma vez por todas: ninguém está a duvidar de ninguém! Querer apresentar toda a clareza e toda a transparência aos associados é a única forma de eliminar dúvidas. Mas voltemos aos objetivos do sindicato nacional.
Para mim, o sindicato nacional não deve ser constituído com o único objetivo de termos mais associados do que os nossos concorrentes. Para mim, repito, o sindicato nacional só faz sentido se tivermos em mente o superior desígnio de fazermos melhor do que os nossos concorrentes. Isso sim, é que faz sentido.
E tal desígnio concretiza-se com o firme e inabalável propósito de sermos melhores no serviço de saúde, na atividade sindical, em respondermos atempadamente e com eficácia aos problemas que os associados nos colocam no dia a dia.
Permitam-me que enuncie um exemplo. O SBN foi confrontado com algumas denúncias por parte dos trabalhadores da CGD, pela forma como estava a decorrer o processo de reestruturação. Logo aí, propôs aos dois outros sindicatos dos bancários que enformam a Febase uma ação conjunta em resposta à CGD e em solidariedade para com os associados da Caixa. É certo que aqueles sindicatos responderam afirmativamente a esta proposta de ação; mas, no dia da manifestação, o maior sindicato esteve presente só com um representante. Ora, tal situação legitima duas perguntas, duas interrogações, duas inquietações que aqui deixo, a propósito: será para isto o sindicato nacional? Será que com a ausência se mostra a força que alguns tanto querem assim apregoar?
E por isso, a minha resposta: o sindicato nacional, sim, mas forte, ativo, presente, melhor.
Aqui estamos para o ajudar a construir, na certeza da bondade destes pressupostos e daquilo que nos move, em primeira e última instância: a defesa intransigente de todos os associados.

Repor a verdade
Por lapso, ou melhor, por ter sido incauto na utilização do poema que intitulei “Um dia a maioria de nós irá se separar”, atribuí a autoria a Fernando Pessoa. Do erro cometido fui alertado por um atento associado, a quem desde já agradeço. Resta-me, pedir desculpa aos leitores e sobretudo ao autor que, segundo o associado Amílcar Mendes da Silva, é o poeta brasileiro Almany Falcão, mais conhecido como Almany Sol, e cujo título será “Eram nossos amigos”. O seu a seu dono
Firmino Marques

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