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“Assim vai a Caixa!...”

Da Comissão Sindical da CGD recebemos o comunicado que a seguir transcrevemos.

“Uma questão singular tem nos últimos tempos sobressaltado, legitimamente, todos quantos nesta Instituição trabalham. Referimo-nos, como compreendem, ao plano de reestruturação da Empresa.
Não quisemos ser cúmplices da indiferença universal. E, por isso, apontaremos, sem azedume e sem cólera, aquilo a que poderíamos chamar o progresso da decadência. Esta tornou-se, para uns, um hábito, para outros, um bem-estar, para muitos, uma indústria.
É assim que assistimos ao esvaziamento duma Instituição, dos seus valores de unidade, transparência e rigor, que, ao longo de gerações, soube capitalizar na confiança de todo um povo.
Ora, o “plano” de reestruturação, que pomposamente dá pelo nome de “recapitalização e plano estratégico”, leva irremediavelmente à degradação e à descaracterização da Instituição. Mas, mais do que isso, a custos mais gravosos, pois, quando a utilização possível dos recursos existentes é conduzida por gente fria, cujo compromisso com a missão é absoluto, leva ao individualismo técnico-liberal que traz às empresas o esvaziamento dos meios naturais de laboração, levando-as a uma asfixia.
Assim:
- À degradação, porque os níveis de confiança da população em geral e dos clientes em particular, diminuem de dia para dia, devido a uma visão vesga e diagonal da realidade, onde a falta de engenho e arte leva às decisões obtusas da folha de excel.
- À descaracterização, porque, ao arrepio da Lei Orgânica da Caixa, o dito “plano” prevê uma transformação estrutural da mesma, que passa prioritariamente pela redução de custos, mas, da forma mais primária: diminuição de pessoal (Recursos Humanos - na rede a sua falta é por demais evidente) e de infraestruturas (instalações - em claro benefício da concorrência).
Concluindo: a degradação/descaracterização ou é um facto fatal da ciência económica, ou é um facto fatal da moral moderna:
- No primeiro caso, não encontramos nenhuma Lei económica que enuncie tal promiscuidade, como meio exemplar de gestão.
- No segundo, só se ela (a degradação/descaracterização) provém duma forma decadente, mas “abençoada”, de gerir socialmente a Instituição. O que leva à pobreza geral, que produz um aviltamento na dignidade, em que todos vivem na dependência: nunca tendo, por isso, a atitude da sua consciência, mas sim a atitude do seu interesse
Servindo-se, não a quem se respeita, mas a quem se vê no poder. Assim vai a Caixa! ”

     
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