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Posto clínico de S. Brás trata doença venosa crónica (varizes)

“Saúde é um estado de completo bem-estar físico, psíquico e social, e não apenas a ausência de doença ou debilidade.”
(OMS, 1946/1948)


Posto clínico de S. Brás trata doença venosa crónica (varizes)

A doença venosa crónica tem grande prevalência na população portuguesa, estimando-se que até quatro milhões de cidadãos sofram desta patologia.

A queixa mais comum é a dor associada ao inchaço nas pernas, que se agrava ao longo do dia. Este sintoma tem um espectro de gravidade que vai desde o ligeiro desconforto no final da tarde até à incapacidade para continuar a trabalhar ao fim de algumas horas de pé. Na maioria dos casos este sintoma é acompanhado pela parte visível da doença, que são as veias anormais dilatadas – as varizes. As varizes podem apresentar-se como um componente intradérmico de vasos com crescimento inapropriado – as telangiectasias ou aranhas vasculares. Um outro tipo de varizes são as reticulares, que apresentam diâmetros na ordem de um a três milímetros, sendo que as tronculares implicam a existência de veias com mais de cinco milímetros e disfuncionais. A disfunção venosa traduz-se na existência de refluxo, ou seja, a veia deixa de ser um vaso com sentido único e passa a permitir que o sangue circule nos dois sentidos, consequência e causa da doença venosa.
Enquanto causa essencial da doença venosa crónica, a hipertensão venosa não pode ser tratada.
As consequências que a perpetuam – as varizes – podem e devem ser tratadas. Desta forma, ao longo dos séculos o tratamento foi variando na técnica, mas o fim foi sempre a destruição das veias anómalas, ou varizes. Até há alguns anos, acreditava-se que para se tratar a doença venosa deviam ser extirpadas e removidas as varizes, com cirurgias agressivas, com grandes incisões. Nos últimos tempos, a cirurgia minimamente invasiva tem-se tornado o tratamento de eleição da maior parte das doenças, sendo que a doença venosa crónica não ficou para trás. A extirpação, ou stripping, da veia safena foi substituída por técnicas endovenosas, que a destroem, sem ser necessário removê-la. A que melhores resultados apresenta de momento, sendo superior na eficácia à cirurgia convencional, é a destruição térmica por radiofrequência. A destruição química é uma técnica que também funciona. No entanto, os resultados não são tão bons como os da radiofrequência. Por este motivo é uma técnica alternativa e de segunda linha no tratamento da veia safena. Já no tratamento de varizes reticulares ou tronculares, a destruição química apresenta-se como a técnica minimamente invasiva com melhores resultados funcionais.
Desde 2016 que são realizadas no posto clínico de S. Brás todas as técnicas mencionadas, sendo que não têm custos adicionais para os beneficiários e num regime de ambulatório estrito. O doente abandona o posto clínico imediatamente após os procedimentos, pelo pró- prio pé, sem qualquer tipo de limitação.
Salienta-se as óptimas condições de tratamento que foram instituídas no bloco operatório do posto clínico de S. Brás para permitir realizar estas cirurgias minimamente invasivas com toda a segurança e conforto dos doentes. Além das obras estruturais foram adquiridos equipamentos de última geração: o ecógrafo com sonda vascular e o gerador de radiofrequência.
Resta dizer que está a ser uma excelente experiência colocar a angiologia e a cirurgia vascular do posto clínico de S. Brás no nível elevado de cuidados que os beneficiários do SAMS merecem

     
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