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O “milagre” das reestruturações

"Ao Governo de Portugal compete-lhe acompanhar a venda de mais uma empresa como o Novo Banco, para que não venhamos a ser surpreendidos com atitudes de prepotência e de desrespeito "

1 - Continuamos a assistir, no setor financeiro, a uma ânsia desmesurada de redução de postos de trabalho, como se se tratasse de uma condição milagrosa e incondicional para a reestruturação da banca em Portugal.
Com efeito, para os banqueiros portugueses, reestruturar, no setor, passou a significar, praticamente em exclusividade, rescindir, despedir, contratar em outsorsing, fechar balcões.
Quanto às más práticas, tudo tem continuado na mesma, ou seja, pressão para que os bancários vendam a todo o custo toda a espécie de produtos e para que trabalhem até às 19 horas e mais, sem que lhes seja minimamente reconhecida a dedicação e o empenho que devotam às respetivas instituições.
O que me surpreende – ou talvez não!... – é que se nota um aproveitamento inqualificável, por parte de algumas administrações de bancos, nos processos de reestruturação, que visam, única e simplesmente, a diminuição dos seus quadros efetivos, tirando partido do momento de incerteza que se vive neste setor. E é esta incerteza que ainda nos assusta, nomeadamente no que se refere ao futuro de algumas instituições e aos movimentos de fusões e de vendas que se verificam em bancos da nossa praça.
Concretamente no que se refere a vendas, recordo o Novo Banco, prestes a ser vendido a uma instituição a que alguns designam de "Fundo Abutre". Ora, isto faz-me lembrar a forma como foi vendida uma das nossas melhores e mais prestigiadas empresas, nacional e internacionalmente – a PT –, à Altice.
Claro que agora todos estamos preocupados – e bem – quanto às manobras que assistimos na movimentação de trabalhadores que ocorrem na PT. Será que foi salvaguardada a legisla- ção de trabalho do país? Como português, não aceito a forma como os patrões da Altice têm o descaramento de vir para a comunicação social dizer que não estão em Portugal para fazer política. Concordo, mas compete-lhes respeitar as decisões políticas e as leis deste país.
É por isso que ao Governo de Portugal lhe compete, por seu turno, acompanhar a venda de mais uma empresa como o Novo Banco, para que não venhamos a ser surpreendidos com atitudes de prepotência e de desrespeito, como tivemos a oportunidade de assistir.

2 - A Direção do SBN, tendo presente a importância da comunicação e das redes sociais, decidiu aderir a esta nova realidade, para assim poder mais facilmente comunicar com os seus associados.
Neste sentido, estamos a trabalhar para podermos fazer parte desse grande mundo que é o ciberespaço e assim dar um passo importante para a proximidade com todos aqueles que fazem parte da grande família que é o SBN.
Sabemos que comunicamos de forma insuficiente. Por isso queremos aproveitar todos os instrumentos que existem para dar a conhecer a atividade do SBN e assim contribuir para nos conhecerem melhor.
Este novo espaço será destinado a expormos as nossa ideias e a contribuirmos para soluções, mas vedaremos o acesso a quem pretender utilizá-lo para futilidades e introduzir linguagem grosseira.
Esperamos assim estar mais perto dos nossos associados.
Boas férias!


Mário Mourão

     
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