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Lista B e C

LISTA B
DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS PARA O QUADRIÉNIO 2021/2025

Os novos desafios, resultantes das mudanças na sociedade portu-guesa e, particularmente, nas instituições financeiras, o desenvolvi-mento tecnológico e digital e da globalização, têm sido, nos últimos anos, geradores de novas formas de organização, sustentadas num trabalho cada vez mais qualificado e em permanente mutação, com diversificação nos vínculos laborais, e que exigem dos trabalhadores do setor e das suas organizações representativas, novas resposta e estratégias na defesa dos postos de trabalho. A situação pandémica colocou-nos novos desafios, quer na relação de trabalho, quer na relação dos trabalhadores com os sindicatos. Esta pandemia despertou também empresas e trabalhadores para uma nova realidade: o teletrabalho que ganhou uma nova dimensão. A TSSSBN continuará a prosseguir novas conceções e novas res-postas para os desafios que emergem de um novo paradigma das relações de trabalho, com reflexos na vida económica e social dos trabalhadores em geral, e do setor financeiro em particular. A evolução da nossa sociedade, quer no âmbito político sindical quer da ciência e da tecnologia, é uma realidade com que o movi-mento sindical, e em especial o setor financeiro, se confronta, sen-do um forte motivo para não desistirmos de continuar a lutar por aquilo que sempre acreditámos e defendemos. Não é hora de esmorecer, pelo contrário! É na descoberta, dessas novas transformações e realidades, que de-vemos enquadrar o papel da TSSSBN, quer no Sindicato, quer no sindicalismo e na sociedade em geral. A defesa dos postos de trabalho no setor financeiro, a valorização do trabalho dos profissionais do setor, a defesa do trabalho digno e a confiança no futuro são objetivos que não podemos abandonar, e são, por isso, fortes e justificadas razões para uma candidatura.



ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL:
Tal como no setor financeiro, as organizações sindicais e os traba-lhadores têm, hoje, que se adaptar as novas formas de trabalho. As novas realidades obrigam o Sindicato a introduzir mudanças sig-nificativas nas suas estruturas, na prestação de serviços, na organi-zação e método, na utilização de novas ferramentas informáticas que podem facilitar a proximidade com aqueles que representa, e prestar um serviço mais eficaz e mais desburocratizado, quer no setor sindical quer, e sobretudo, no SAMS. Essa é a obrigação da TSSSBN, não só pela sua história no sindi-calismo, mas sobretudo, pelo conhecimento e prática de gestão, adquirida ao longo dos anos.



NEGOCIAÇÃO COLETIVA:
A negociação coletiva é, e será sempre, a componente fundamental e o pilar da ação sindical. Nos últimos anos, a negociação coletiva foi penalizada por momen-tos difíceis que o país atravessou, quer por via da intervenção da Troika, quer pela grave crise que afetou todo o setor financeiro, cujo impacto ainda hoje se faz sentir em algumas instituições de crédito. Em 2021 e quiçá 2022, uma nova ameaça, originada pela pande-mia, agora a nível mundial, paira no horizonte, sendo previsível a perda de mais postos de trabalho no setor. É, nesta perspetiva, que a negociação coletiva assume um papel cha-ve para enfrentar os novos desafios que se colocam aos sindicatos. É necessária e urgente uma estratégia conjunta de todos os sindica-tos do setor para enfrentar os processos de reestruturação, quer dos já anunciados pelas instituições quer dos que possam vir a surgir. É necessário e urgente o entendimento dos sindicatos detentores de serviços de saúde para articularem procedimentos e tabelas, de forma a evitar a perda de sustentabilidade do sistema e, em unís-sono, exigirem da banca a atualização das contribuições e, princi-palmente, a igualdade do valor “per capita” entre trabalhadores do ativo e reformados. É necessário e urgente que os sindicatos do setor entendam que a valorização da profissão, e da carreira dos trabalhadores do setor financeiro, só é possível através do clausulado, e se todos estiver-mos dispostos a lutar, em unidade, para contrariar a persistência da banca, seguros e financeiras, em manter os salários baixos. A ação do Sindicato tem que ser de afrontamento permanente ao movimento de substituição dos trabalhadores, por empresas de tra-balho temporário, a quem as instituições pagam apenas o salário mínimo. A nova realidade, que a pandemia nos impôs, obriga-nos a refletir sobre como enquadrar a nova forma de organização do trabalho e de como enquadrar o trabalho remoto (teletrabalho) nos Instru-mentos de Regulação Coletiva de Trabalho – ACTs e AEs. Apesar das tentativas por parte das IC’s de estabelecer tabelas di-ferenciadas para os trabalhadores do ativo e dos trabalhadores na situação de invalidez ou invalidez presumível – os reformados –, os sindicatos, com especial ênfase da TSSSBN, têm sempre recusado revogar esse direito que tanto custou a conquistar. Claudicar nessa matéria, significaria um retrocesso ao antes do 25 de abril (!). Para a TSSSBN, essa será sempre uma situação INEGOCIÁVEL (mes-mo contra a predisposição de alguns sindicatos, favorável a uma negociação ). A TSSSBN dirá sempre NÃO à venda de qualquer direito e sobre-tudo a direitos desta natureza, que, como dissemos, tanto custaram a conquistar. Recusámo-lo no passado e continuaremos a recusá-lo no futuro. Aqui deixamos o nosso firme compromisso. Pelo contrário, ao longo dos últimos mais de dez anos, os bancários têm visto a sua situação económica e social degradada. Há mais de 10 anos que não veem reposto o valor da inflação, vindo, sistemati-camente a perder poder de compra, e a distanciar-se de trabalhado-res de outros setores com os quais ombreavam em termos salariais e de direitos Para a TSSSBN, manter esta situação é inadmissível. É, por isso, tem-po de exigir que a banca aceite negociar uma atualização extraor-dinária a todos os trabalhadores quer do ativo, quer na situação de reforma, em especial para aqueles milhares de trabalhadores que, empurrados para uma situação de reforma antecipada, viram os seus proventos ainda mais definhados, e à custa de quem a banca ganhou milhões Recordamos que, apesar da estabilidade conseguida nas institui-ções do setor financeiro, essa estabilidade não se refletiu ainda no que aos trabalhadores diz respeito. Pelo contrário, as constantes ameaças de redução de pessoal são transversais a todas as instituições, pelo que as dificuldades que, no futuro próximo, se colocam aos sindicatos não se afiguram de fácil resolução, mas que a TSS sempre responderá PRESENTE e cá estará para desempenhar no futuro, um papel cada vez mais ativo e prota-gonista, tal como esteve no passado e está atualmente. Reconhecemos e assumimos, perante todos os associados, que se aproximam anos difíceis, Não sendo, porém, este, um “Programa de Ação” para o ato eleitoral no SBN, no entanto, é o testemunho de garantia dos princípios e valores com que a TSSSBN se compro-mete para com os associados do SBN e dos quais não abdicará. Os candidatos da Lista B estarão, no próximo mandato, como esti-veram no passado, na primeira linha destes combates. A resposta tem que ser firme e a TSSSBN quer ser protagonista dessas lutas.



NO PLANO SINDICAL:
A atividade sindical é um instrumento fundamental para a proximi-dade entre os associados e o seu Sindicato. A TSSSBN defende um sindicalismo de propositura e de proximida-de, que se faça sentir permanentemente junto dos associados, hoje confrontados com as RMA´s e a ameaça de DESPEDIMENTOS CO-LETIVOS, que carecem de rápidas respostas, só colmatáveis através de uma estrutura sindical atuante, bem preparada, sempre presente e organizada. A TSSSBN, exigirá dos seus representantes eleitos nas estruturas sindicais uma presença assídua e permanente, pois o futuro não se compadece com atitudes de desresponsabilização face ao clima de medo instalado nos locais de trabalho, desenvolvendo soluções que respondam, com eficiência, aos desafios com que hoje os bancários estão confrontados nos locais de trabalho.

SERVIÇO DE SAÚDE:O SAMS, o nosso serviço de saúde, tem de continuar a merecer atenções permanentes, por parte do SBN. É necessário dotar o SAMS de meios que lhe permitam prestar aos seus beneficiários os cuidados de saúde que todos os bancários es-peram de um subsistema, por muitos considerado, – e com razão, dos melhores prestadores de serviço de cuidados de saúde no nosso país. Foram já tomadas algumas medidas necessárias para corrigir ex-cessos, que nos últimos anos contribuíram para défices financeiros, que, a manterem-se, poderiam pôr em causa a sustentabilidade financeira do SAMS e obrigar à deterioração da prestação de ser-viços. Urge, contudo, tomar outras medidas que consideramos necessárias.



É necessário e urgente reforçar o corpo clínico.São sobejamente conhecidas as dificuldades de contratação de clí-nicos, em especial para algumas especialidades. Torna-se, por isso, necessário, rever as tabelas remuneratórias pela prestação de ser-viços médicos. O SAMS deve contratar os melhores clínicos. Mas se queremos ter os melhores, temos que os remunerar de acordo com as competên-cias e qualidades do clínico - a excelência paga-se.



É necessário e urgente adaptar o Regulamento à nova realidade.
O SAMS tem que fazer a transição do passado para o presente, sendo necessário reescalonar as comparticipações. Se, em alguns casos, elas se podem considerar excessivas, outras há que ficam muito aquém dos valores praticados no mercado. Cabe à TSSSBN, e aos seus candidatos, a responsabilidade de con-tribuir para o reforço do SAMS na prestação dos melhores serviços de saúde. Continuaremos a acompanhar e apoiar o processo de instalação do centro de implantologia que se encontra já em análise e aprovação camarária para licenciamento. Queremos ser, também aqui, os protagonistas da mudança.



O SINDICATO E OS JOVENS BANCÁRIOS
O SBN deverá retomar a realização de Encontros de Jovens, e outras iniciativas, fomentando o debate e incentivando os jovens bancários para a vida sindical, assegurando assim o futuro das novas gera-ções. A TSSSBN fomentará a participação de jovens na vida sindical, atra-vés da inclusão nas listas concorrentes aos vários órgãos do SBN. Só com a participação dos jovens bancários é possível assegurar o futuro com confiança.



O SINDICATO E OS NOSSOS COLEGAS REFORMADOS
O SBN deverá continuar a desenvolver esforços para encontrar al-ternativas e respostas ao isolamento em que muitos dos nossos co-legas se encontram. Será o momento para refletir sobre a criação de um serviço de apoio domiciliário que possa garantir serviços, a preços mais acessíveis, para aqueles com rendimentos mais baixos. Desenvolver encontros e iniciativas que visem reduzir o isolamento de muitos dos nossos colegas reformados, proporcionando assim o convívio salutar entre todos.



LISTA B




















LISTA C


     

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