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ACT DO SETOR BANCÁRIO

Conforme divulgamos na última edição, a resposta do Grupo Negociador da APB fixou-se na já (in)esperada oferta de 0% de aumento salarial…


“Mãos largas”…(!) para quem tem os “bolsos cheios!!!... Iniciadas as negociações, pelos vistos a posição das IC mantém-se na defesa de uma (in)esperada e “tamanha” solidariedade para com os seus trabalhadores… (aqueles que, afinal, produziram e produzem a riqueza que lhes tem permitido desfrutar de chorudas distribuições de dividendos). Os trabalhadores, como não poderia deixar de ser, “agradecem” essa grandeza de caráter, mas lutarão com todas as suas forças e de toda a forma possível, pelas condições de vida económica e social a que têm direito. A seguir transcrevemos o comunicado conjunto dos sindicatos.
Setor Bancário: revisão do ACT
Ponto da situação das negociações para 2021

Realizou-se (no passado dia 17 de junho) mais uma ronda negocial entre o Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC) e o Grupo Negociador destes Sindicatos (SBN, SNQTB e SIB) com vista à revisão do ACT para 2021. Ao contrário das legítimas expectativas destes Sindicatos, face aos resultados positivos apresentados pelos principais bancos a operar em Portugal no primeiro trimestre de 2021 e de outros indicadores económicos relevantes, como a subida da inflação, os bancos mantêm a proposta ignominiosa de 0% de (não) atualização. Assim, a contrapartida de um ano particularmente exigente para os bancários e perante o qual estes responderam sempre com total disponibilidade, competência e profissionalismo é reconhecida pelos bancos com “uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma”. Trata-se de um congelamento das tabelas e cláusulas de expressão pecuniária que afeta os trabalhadores no ativo, os reformados e os pensionistas de sobrevivência. Como já anteriormente comunicado, SBN o, SNQTB e SIB rejeitam liminarmente esta proposta injusta e injuriosa e não abdicam de uma atualização salarial e de pensões equilibrada para o ano de 2021, não só merecida, mas necessária e justificada face aos custos acrescidos que muitos bancários tiveram de suportar com o teletrabalho e ainda face ao aumento significativo da inflação e do preço dos bens essenciais, que afeta os bancários. Continuaremos a manter os nossos associados informados acerca da evolução das negociações, para que possamos acompanhar e intervir num processo em que os Sindicatos se comprometem a não desistir.”

Mas, no que respeita a problemas que dizem respeito à contratação, tendo a ver em especial com questões de interesse social, não menos preocupantes do que os económicos, recebemos também os comunicados que passamos a transcrever.
Sindicatos continuam a atuar na defesa dos trabalhadores do BST
O SBN, o Mais Sindicato e o SBC continuam fortemente empenhados na defesa intransigente de todos os trabalhadores do Banco Santander Totta (BST) e têm atuado na resolução de problemas. Os Sindicatos dos Bancários da UGT têm acompanhado diariamente muitas situações relatadas pelos trabalhadores do BST, o que permite atuar imediata e eficazmente na resolução de várias questões, nomeadamente na correção de valores de indemnizações mal calculadas ou na transformação de propostas de RMA em propostas efetivas de reforma antecipada, bem como na recolocação de trabalhadores de balcões encerrados noutras unidades orgânicas, entre outras. Relativamente ao Plano + 55, chegou aos Sindicatos a informação de que os bancários abrangidos não foram ainda contactados na sua totalidade, pelo que esta situação mantém-se em aberto. Reiterando que não permitirão qualquer tipo de pressão ou imposição para aceitação de propostas contrárias aos anseios e expectativas dos trabalhadores, MAIS, SBC e SBN apelam a todos os sócios para que contactem os respetivos Sindicatos, de forma a que em conjunto seja possível encontrar a melhor solução para todos e cada um.

Empenho
O SBN, o MAIS Sindicato, e o SBC mantêm a firme convicção de que qualquer processo de despedimento coletivo é completamente errado, desajustado e inadequado à realidade do Banco Santander Totta, pelo que a Administração terá de continuar a discutir com os Sindicatos a melhor solução para os trabalhadores. Posição que tem sido repetida aos interlocutores do banco nas diversas reuniões conjuntas. Todo o empenho colocado em cada negociação e reunião com o BST levará a uma evolução positiva e à proteção dos trabalhadores, consideram os Sindicatos O SBN, o MAIS e o SBC continuarão, como sempre, na linha da frente na defesa de todos os trabalhadores.

E ainda…
BCP inicia processo de rescisões
O banco informou hoje os sindicatos de que vai implementar um plano de redimensionamento que levará à saída de cerca de mil trabalhadores, através de reformas e rescisões por mútuo acordo. O SBN, o MAIS e o SBC e o estão totalmente disponíveis para apoiar os sócios. Miguel Maya, CEO do Millennium bcp, reuniu-se esta manhã com o Mais Sindicato, o SBC e o SBN para comunicar-lhes a decisão de reduzir o quadro de pessoal até mil trabalhadores, informação também transmitida hoje aos bancários da instituição. Embora considerando o programa de ajustamento “muito difícil”, o CEO adiantou que esta decisão “é necessária para a sustentabilidade do banco” e para garantir a competitividade face aos seus pares. Os trabalhadores serão contactados pelo banco nas próximas duas semanas, departamento a departamento, sendo o tipo de proposta decorrente da situação de cada um. O plano terá maior impacto nos serviços centrais e justifica-se, segundo o CEO, pelo desenvolvimento tecnológico implantado, que reduziu a necessidade do atual número de trabalhadores. Na sequência do processo, o banco está igualmente a diminuir a utilização de serviços em outsourcing, mantendo somente aqueles em que a vantagem tecnológica é evidente.
Condições
Apenas os trabalhadores com 57 ou mais anos serão elegíveis para reforma, mas podem, também, ser contactados para uma rescisão por mútuo acordo (RMA). No caso das RMA, o BCP propõe 1,4 da remuneração mensal efetiva (RME). Os trabalhadores que ponderem esta possibilidade, devem saber desde já que não terão direito a subsídio de desemprego. Se o processo correr bem do ponto de vista do banco, poderá não ser necessário chegar às mil saídas.
Apoio
Face a esta situação, o Mais Sindicato, o SBC e o SBN garantem aos respetivos sócios que dirigentes sindicais e serviços jurídicos estão totalmente disponíveis para o acompanhamento de tudo e de cada um dos afetados. O BCP prometeu manter uma linha aberta aos sindicatos, para que o processo se desenvolva e conclua da melhor forma possível.

     
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