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O saber de ontem e de hoje

Educação de Portugal



Textos Pedagógicos II de Agostinho da Silva


“Sobrámos das catástrofes para sermos o que quisermos quando quisermos: e nada há melhor para ser, depois que acendermos chama em nós, do que espancar com elas as sombras que atemorizam os outros e pelo medo os podem destruir; chegou o tempo de nos prepararmos para as novas viagens, que o soltar das amarras vem aí”



Sabedoria versus Erudição


Esta história foi contada no livro “Palavras de fogo”, de Rajneesh e serve para ilustrar a diferença entre a sabedoria e a erudição.
Ele conclui dizendo: “A sabedoria é prática, o que não acontece com a erudição. A cultura é abstrata, a sabedoria é terrena; a erudição são palavras e a sabedoria é experiência”.


Um homem, que tinha 17 camelos e 3 filhos, morreu.
Quando o testamento foi aberto, dizia que metade dos camelos ficaria para o filho mais velho, um terço para o segundo e um nono para o terceiro.
O que fazer?
Eram dezassete camelos; como dar metade ao mais velho?
Um dos animais deveria ser cortado ao meio?
Tal não iria resolver, porque um terço deveria ser dado ao segundo filho. E a nona parte ao terceiro.
É claro que os filhos correram em busca do homem mais
erudito da cidade, o estudioso, o matemático.
Ele raciocinou muito e não conseguiu encontrar a solução – matemática é matemática.
Então alguém sugeriu: “É melhor procurarem alguém que saiba de camelos não de matemática”.
Procuraram assim o Sheik, homem bastante idoso e inculto, mas com muito saber de experiência feito.
Contaram-lhe o problema.
O velho riu e disse: “É muito simples, não se preocupem”.
Emprestou um dos seus camelos - eram agora 18 - e depois fez a divisão. Nove foram dados ao primeiro filho, que ficou satisfeito. Ao segundo coube a terça parte - seis camelos e ao terceiro filho, foram dados dois camelos - a nona parte.
Sobrou um camelo: o que foi emprestado.

O velho pegou seu camelo de volta e disse: “Agora podem ir”.



“Escada sem corrimão”
Por David Mourão Ferreira


É uma escada em caracol
E que não tem corrimão.
Vai a caminho do sol
mas nunca passa do chão.
Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos, nem sobressaltos
servem sequer de lição.
Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
o lastro do coração.
Sobe-se numa corrida.
Correm-se perigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão.



Depois do pesadelo
Por Sílvio Martins


Depois do pesadelo deste tempo
Em que um monstro sem rosto nos prendeu,
Com grilhetas de espanto e sofrimento,
Às malhas que a doença nos teceu;
Depois desta serpente venenosa
Ter dado a volta a toda a Terra,
Qual besta imunda e tenebrosa
Disseminando a dor que a morte encerra;
Depois do manto negro do momento
Em que a luz das estrelas se apagou,
E o pasmo e a dor sem lenimento
Foi, nas almas, aquilo que ficou;
Depois de uma treva tão cerrada,
Há - de brilhar o sol dum novo dia
Tão limpo como a alma da criança

Que nasce numa terra atormentada,
Mas traz, em si, a aurora da esperança.



“Epígono”
de Raul Teixeira de Sousa


O nosso colega Raul Teixeira de Sousa, agora na situação de reforma, acabou de lançar a sua primeira obra editada em livro – “Epígono”.
O autor nasceu no Porto e foi bancário durante a sua vida profissional. O gosto pela poesia vem dos tempos de aluno no Liceu Alexandre Herculano. Concorreu e foi galardoado com o prémio de poesia no concurso “Nuno Álvares Pereira”. Atualmente é colaborador, na área da poesia, da revista “Nortada”, do SBN. “Epígono” pode ser considerada uma homenagem a Fernando Pessoa: “Sou Fernando como o Pessoa, sou Pessoa como o Fernando. Fernando Pessoa é o meu mestre,
eu sou o seu epígono”.


     
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