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Home»Nortada»Nortada Detalhe Novembro 2020 a Fevereiro 2021
 
Contratação coletiva teve ano difícil

O ano de 2020 foi muito difícil para todos os colegas bancários, para os sindicatos,
para o país, para as empresas, para a saúde e para a economia nacional.


Foi também um ano extremamente difícil para a negociação coletiva, porque, embora já o tenha sido nos anos anteriores, toda a vida dos bancários tem vindo a ser monopolizada pela pandemia da Covid 19 e pelas medidas de contenção decorrentes.

Não obstante, os bancários têm estado na linha da frente e mantiveram a atividade, ao serviço dos clientes, da economia nacional e dos bancos que representam. Os serviços centrais continuaram a funcionar plenamente, mesmo em regime de teletrabalho, e mais de 90% dos balcões estiveram abertos ao público.

Mesmo assim, em total desrespeito pelos seus trabalhadores, os bancos informaram os sindicatos que consideravam não haver condições para haver aumentos salariais em 2020 e recusaram negociar cláusulas do atual ACT Bancário que tivessem impacto financeiro para as instituições de crédito.

Num período difícil para todos, em que os bancários continuaram a trabalhar, os bancos suspenderam a negociação da tabela salarial. Enquanto os trabalhadores cumpriam, estoicamente, os seus deveres, dia após dia, os bancos adiavam a negociação coletiva.

Sabendo que os bancários mantinham 100% de dedicação e profissionalismo, não era compreensível que as instituições de crédito continuassem a desvalorizar e a desconsiderar os seus trabalhadores.

Assim, apesar do estado pandémico mundial que atravessamos e que veio alterar, sobremaneira, todo o contexto de trabalho, o SBN demonstrou às instituições de crédito que estas tinham condições financeiras para que houvesse aumentos salariais em 2020, já que o custo de vida dos portugueses, em geral, e dos bancários, em particular, tem sido desvalorizado, de forma muito acelerada.

Após doze reuniões negociais, todas por videoconferência, foi conseguido um consenso que, não sendo aquele que o SBN desejava, foi o acordo possível nesta altura difícil, com aumentos de 0,3% nas tabelas salariais, 0,73% de aumento no subsídio de almoço, que passou para 9,72€/dia e de 5,82% de aumento no subsídio de apoio à natalidade, que passa a ser de 800€.

Apesar das resistências das ICs, foi ainda possível reforçar o atual ACT, consagrando direitos que o SBN há muito tempo defende, tais como:


Direito à desconexão
Proibição de assédio
Faltas por doença
Subsídio atribuído aos trabalhadores, sendo ambos bancários


Este processo de negociação, iniciado em janeiro de 2020 com a entrega da proposta salarial devidamente fundamentada por parte dos sindicatos, culminou no reforço do ACT Bancário, quer nos direitos consagrados, quer nos aumentos salariais, pensões de reforma e cláusulas de expressão pecuniária.

Mas, durante o ano de 2020 os sindicatos não se remeteram única e exclusivamente à negociação do ACT Bancário.

Foram também negociados o ACT da Parvalorem e as tabelas salariais no Millennium BCP, o AE do Eurobic e o AE da Caixa Geral de Depósitos. Entretanto, continuam as negociações do ACT do Millennium BCP. Terminado este longo processo, o SBN irá desde já começar o trabalho da fundamentação das propostas para as negociações salariais para 2021 e daremos atenção especial aos acordos de empresa da Fenacam, do BNP Paribas e do Montepio Geral.

O SBN espera que em 2021 o patronato se mostre mais abertos às negociações para uma tabela salarial mais justa para os trabalhadores, que os aumentos sejam mais expressivos e significativos para todos os bancários e que reponham algum do poder de compra perdido ao longo de mais de dez anos.


     
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