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O Monterroso

Faleceu no dia 15 de setembro
Tributo pessoal a um bom amigo e grande sindicalista

O António Monterroso partiu e com ele, o que nos anos difíceis em que o sindicalismo democrático começou a dar os seus frutos (2ª metade dos anos 70 e 1ª metade dos anos 80 – 1975/985) foi notável Sindicalista, pensador, pedagogo, que pela sua persistência, tão afincadamente defendeu os bancários.Como Presidente da MAGCCG e fundamentalmente nas comissões de que fez parte. Não esqueço alguns grandes momentos, como seja a atitude tomada no primeiro Congresso do SBN, onde comigo a secretariar, defendeu conflitos de incompatibilidades e fez funcionar da mais brilhante maneira, esse mesmo Congresso.
Recordo-o também a dirigir Assembleias Gerais agitadas quando, em momentos conturbados, com a sua serenidade, muita habilidade e sagacidade conseguiu que Documentos importantes, como por exemplo os Orçamentos (documentos indispensáveis para o regular funcionamento da Direção e dos SAMS) fossem legalmente aprovados. Evitando-se a cristalização dos sistemas.
Das comissões em que participou, recordo episódios de que tenho conhecimento, quando em presença das entidades patronais, a sua atitude persistente se tornava desconcertante Quando tudo parecia discutido e arrumado, ele, sentado e com expressão calma e pachorrenta aparecia sempre com uma questão não esclarecida, obrigando a uma mais rápida decisão para benefício daquilo que estavam a defender.
O seu vasto conhecimento da língua portuguesa e os seus dons de escrita fácil e limpa estão bem demonstrados nos muitos comunicados de que foi autor, em linguagem simples, objetiva e acessível, também visível na sua participação na “Nortada” onde assinou alguns textos e vários poemas, revelando os seus grandes conhecimentos culturais.
Como HOMEM honrado e honesto, quero deixar o meu testemunho.
Foi defensor de causas, grande contador de histórias que nunca esquecerei, de contas certas, amigo do seu amigo.
Que descanse em paz e como crente que sou, acho que Deus nos vai fazer reencontrar quando chegar a hora.

Saudades, querido amigo, Alexandre Cunha

     
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