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Apesar das pressões das instituições de crédito o Natal continua a ser sempre que o Homem quiser

Apesar das pressões das instituições de crédito o Natal continua a ser sempre que o Homem quiser
Começa a chegar informação de que há imensas pressões sobre os bancários, nomeadamente feitas pelos quadros intermédios, ameaçando com despedimentos coletivos.
Por Mário Mourão


Estamos prestes a celebrar mais uma quadra natalícia, a de 2020, mas que este ano altera por completo as tradições e os costumes habituais.
Também no SBN tivemos de adaptar a atividade do sindicato à nova realidade, para que se tornasse possível o cumprimento de todas as orientações emitidas pelas entidades competentes.
Neste contexto, face à situação de pandemia, as iniciativas que nesta quadra o SBN promove há longos anos foram suspensas, pelo que não se realizarão, em consequência, as habituais festas de natal.
Mas, com as medidas tomadas e, sobretudo, com a assunção das responsabilidades por todos os cidadãos, esperamos que no próximo ano possamos retomar a normalidade e o pleno desenvolvimento das atividades agora suspensas.
No momento atual, o SBN mantém em permanência toda a atividade administrativa. Por outro lado, a negociação coletiva, o acompanhamento dos processos de reestruturação que estão a decorrer em algumas instituições financeiras e o apoio aos associados face aos processos em curso prosseguem, com a normalidade possível.
Também na área da saúde mantemos o funcionamento dos serviços do SAMS, bem como as restantes áreas administrativas.
Para os bancários no ativo, é certo que, infelizmente, não vivem tempos difíceis só por causa da pandemia, mas estão hoje confrontados com novos processos de reestruturação, que visam novamente a eliminação de postos de trabalho, eufemisticamente chamada pelos bancos de “rescisões por mútuo acordo”, para além de reformas antecipadas.
Entretanto, começa a chegar informação de que há imensas pressões sobre os bancários, nomeadamente feitas pelos quadros intermédios, ameaçando com despedimentos coletivos. É certo que as instituições de crédito têm a liberdade de fazer as propostas que quiserem, mas não é menos verdade que aos trabalhadores assiste o direito de as aceitar ou não e de também de fazerem propostas.
Aos colegas atingidos por esta nova vaga de rescisões e também de reformas antecipadas, aconselhamos a não dar o seu acordo a qualquer proposta apresentada pelos respetivos bancos sem consultarem o departamento jurídico do seu sindicato.
Relativamente à contratação coletiva, estão em fase final os processos de negociação no âmbito da APB, produzindo efeitos a janeiro de 2020 quanto à tabela salarial. Já no que diz respeito ao BCP, falta concluir algumas matérias do clausulado. Quanto às restantes mesas, está ainda a decorrer o processo negocial.
Aproveito para informar que decorreu uma reunião de todos os sindicatos subscritores do ACT – o SBN, o Mais Sindicato, o SNQTB, o SIB e o SBC – para articularem estratégias conjuntas quanto aos processos de reestruturação a decorrer no setor, tendo sido manifestado o compromisso de poderem estender este entendimento a outras áreas, como sejam a negociação coletiva e os SAMS.
A reunião decorreu num clima de cordialidade, proporcionando passos efetivos para a concertação de posições conjuntas face aos processos em curso no setor, numa iniciativa inédita. Considero que é chegado o momento de convergir em matéria que diz respeito àqueles que representamos.
Relativamente aos nossos serviços de saúde, é fundamental que cada um de nós tenha consciência que todos temos de utilizar o serviço com racionalidade, sem abusos. De facto, não podemos ir ao posto de S. Brás fazer consultas, realizar exames e depois repetir todo o processo quatro vezes, em outras entidades de saúde, só para confirmar se o diagnóstico é coincidente, o que duplica, assim, os custos para o SAMS.
Num outro aspeto, é habitual haver beneficiários que fazem eletrocardiogramas no SAMS sem depois levantarem os resultados, acumulando, por vezes, dois ou três exames, o que acarreta elevados custos para o nosso serviço de saúde. Como é natural, temos de rever esta situação anómala.
Urge ter consciência de que estas ações podem pôr em causa a sustentabilidade do nosso subsistema de saúde, levando a que tenhamos que tomar medidas para limitar tais comportamentos. O SAMS é de todos e para todos.
Termino, desejando que esta quadra festiva, que teremos de viver num ambiente excecional, seja ultrapassada com confiança, com paz e com harmonia.
Aqui ficam, em meu nome pessoal e no dos corpos gerentes do SBN, os mais sinceros votos de Boas Festas, bem como a esperança de que tudo possa ficar bem no mais curto espaço de tempo.

     
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