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Aos trabalhadores do BCP – Reposição da verdade

Do SBN e assinado em conjunto com o SNQB e o SIB, recebemos o comunicado que a seguir transcrevemos. Apesar de um pouco ultrapassado no tempo, pareceu-nos ser de interesse de todos os bancários, para, de algum modo, repor a verdade dos factos, já que, conforme se poderá aquilatar, os aumentos salariais referentes a 2018 só – e frisamos “só(!)” - foram possíveis dada a intransigência do SBN em não deixar cair uma reivindicação justa devida aos trabalhadores e já abandonada por outros sindicatos.

“São pagos este mês os aumentos de 2018 porque não desistimos nem nos rendemos! Vão ser pagos também aumentos de 2019 como adiantamento, porque essa foi a nossa exigência, mas são insuficientes e continuamos as negociações!
Como é sabido, face à recusa do BCP em negociar e acordar a atualização das tabelas salariais e cláusulas de expressão pecuniária para 2018, o SBN promoveu a conciliação, à qual vieram aderir o SNQTB e o SIB, e, depois, a mediação, tendo até chegado a dar início ao Tribunal Arbitral. O BCP, que foi resistindo a pé juntos na tese da impossibilidade de aumentos, deu-se por vencido no último dia e aceitou a proposta da mediadora do Ministério do Trabalho de aumentos de 0,75% para os níveis 1 a 6 e de 0,5% para os níveis 7 a 20 da tabela e de 0,5% para as demais cláusulas de expressão pecuniária e o aumento do subsídio de refeição para 9,50€. Outros sindicatos, que chamados à conciliação recusaram, colocaram-se ao lado do BCP e ficaram em casa. Face ao nosso resultado conseguido para 2018 (que seria para nós sobretudo um sinal de mudança de rumo nas revisões salariais), vieram aqueles sindicatos a público, sem vergonha e sem legitimidade, clamar vitória, quando é sabido que já tinham desistido de aumentos para 2018! Faltaram à verdade aos trabalhadores no ativo, aos reformados e até aos órgãos sindicais! – Houve aumentos graças aos três sindicatos subscritores deste comunicado e ao mérito e à coragem dos trabalhadores que a nós se juntaram. Pior ainda foi a rendição desses outros sindicatos, conluiados com o BCP à pressa, para juntos impedirem ou obstaculizarem de forma grave aumentos minimamente dignos para 2019! Pura vindicta ou mau perder! Cantam agora a “vitória” (pasme-se!) de um aumento para 2019 de apenas 0,5% só na tabela salarial, deixando sem qualquer aumento, pela primeira vez na história das negociações do setor bancário, as diuturnidades e outras cláusulas de expressão pecuniária! É um precedente perigoso e vergonhoso que atinge os trabalhadores e os reformados! E 0,5% porquê, se a inflação em 2018 foi o dobro? Vamos continuar a perder poder de compra, como sucede desde 2010? Porquê a rendição, a traição, a mentira? Vamos avançar desde já com a revisão do ACT para 2020, sem a sujeição de assinarmos o engodo miserável para 2019. Exigimos e conseguimos que os aumentos, embora insuficientes, fossem pagos a todos os trabalhadores do ativo e reformados, sem prejuízo da continuação da negociação para 2019. Queremos respeito e dignidade! Lutar… sempre! Vencer… talvez! Desistir… nunca!”

     
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