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Todos juntos, porque a união faz a força

Guerra da Fonseca

Todos juntos, porque a união faz a força


“Os bancários e os seus sindicatos querem apenas que as instituições de crédito demonstrem alguma compreensão pelos direitos dos trabalhadores, o que até ao momento não se tem verificado!”


Os sindicatos pretendem também reverter direitos perdidos – ou suspensos – por imposição da Tróica
Porque o contexto e o ambiente político e económico mudaram, o SBN propôs às ICs, que, para além da atualização da tabela salarial e das cláusulas de expressão pecuniária, fosse revisto algum clausulado do ACT, que permitisse a recuperação de alguns dos direitos perdidos.
Porque é de toda a pertinência a revisão do clausulado, o SBN preparou e entregou às ICs um documento com propostas para negociação de 39 das cláusulas do atual ACT, onze das quais com expressão pecuniária, num documento com quase trinta páginas.
Mas apesar das muitas sessões de negociação, nada de bom foi concluído, já que os sindicatos se têm confrontado com a mais lúgubre intransigência do grupo negociador patronal, que se tem mantido numa teimosa negação impeditiva da concretização dos direitos almejados pelos trabalhadores, que tudo têm feito para a recuperação da banca portuguesa.
Algumas das propostas sindicais traduzem-se mesmo por questões de âmbito social e moral, como por exemplo aquelas que se referem à proibição de assédio, quer moral quer sexual constantemente recusadas.
A identificação e a explanação das cláusulas apresentadas, quer sociais quer de expressão pecuniária, estão expressas e divulgadas nas páginas 8 a 10 desta edição, onde poderão ser consultadas.
“Recusado” tem sido a palavra mais utilizada por parte das ICs. Por aqui se vê que as instituições de crédito, além do miserável aumento salarial de 0,75% contraproposto, se recusam a rever as cláusulas do ACT, mormente as decorrentes das nossas exigências na reposição dos prémios de antiguidade, na atualização salarial que não ser absorvida por complementos ou afins, no alargamento do número e dos níveis de promoção obrigatórios, na cláusula de apreciação especial para quem não tenha sido promovido nos últimos cinco anos e nas promoções por antiguidade, entre as novas cláusulas por nós propostas, como a do assédio laboral!
Apesar desta atitude prepotente das instituições de crédito, os sindicatos não romperam as negociações e lá estarão nas próximas reuniões, para continuar a negociar mas
Para que conste, já foram desencadeados os mecanismos legais e institucionais (aviso à CML, ao Ministério da Administração Interna e ao Comando da PSP) para uma manifestação de bancários, junto das sedes dos principais bancos subscritores do ACT, em data a anunciar, suscetível de, se necessário, ser replicada em várias cidades do país.
Foi igualmente decidido pelos sindicatos ativar os mecanismos estatutários, mormente convocando os respetivos conselhos gerais, para solicitar um mandato duplo: convocar uma greve e utilizar os respetivos fundos de greve.
Este mandato será apenas usado em caso de intransigência das instituições de crédito, sendo que é a primeira vez desde 1988 que é solicitado, demonstrando bem a insatisfação a que os bancários chegaram.
Com efeito, os bancários, que lutam todos os dias, que vestem a camisola da instituição que representam, são os mesmos que, ano após ano, perdem poder de compra há pelo menos uma década. Nada fizemos para chegar a um ponto de rutura. Sempre negociamos com boa fé, com seriedade e profissionalismo, procurando compreender a totalidade dos interesses das partes. Os bancários e os seus sindicatos querem apenas que as instituições de crédito demonstrem alguma compreensão pelos direitos dos trabalhadores, o que até ao momento não se tem verificado! Todos juntos, porque a união faz a força!

     
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