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Home»Nortada»Nortada Detalhe Março Abril 2019
 
Apostas concretas na área da saúde

Tratou-se igualmente de um ano em que, “uma vez mais, voltámos a efetuar apostas concretas na área da saúde, tendentes sobretudo a conter a despesa (prevenindo-se o desperdício, evitando-se abusos e melhorando os serviços). Estamos conscientes que o SAMS enfrenta grandes desafios, pelo que se torna imperioso reduzir a sua vulnerabilidade face aos riscos crescentes originados pela turbulência vivida no sector bancário” – transcrição do Relatório da Direção.


No campo da vertente económica, o ano pautou-se por resultados que ficaram aquém das expectativas. Foi explicado que os RL do Regime Geral e do Fundo Sindical de Assistência foram afetados pelo aumento verificado na principal rubrica de gastos (as Comparticipações).


Ainda assim, e em termos consolidados, há que destacar o facto de terem sido recebidos 27,92 M € a título de quotizações e contribuições, valor que representa 87 % do total dos rendimentos.


Comparativamente com o exercício anterior, registou-se uma diminuição de 675.658 € (ou seja, o equivalente a uma variação de -2,36%).


Os rendimentos resultantes das atividades de âmbito clínico (que incluem os montantes provenientes da venda de senhas de consulta, de análises clínicas, de atos médicos internos e de penalizações por falta a consulta, entre outros) cifraram-se em 641 M €.


Facto igualmente assinalável, no campo dos rendimentos, prende-se com o aumento do montante das Rendas recebidas de inquilinos, superior a 229 mil euros (motivado, sobretudo, pela exploração das unidades de Pinheiro Manso), ascendendo esta rubrica a 822.567 € em 2018. No que se refere aos gastos, verificou-se a predominância da despesa com a atribuição de comparticipações, representando um peso de 64,13 % do seu total e ascendendo a 22,676 M €.


Constatou-se igualmente que, face ao ano anterior, a despesa global resultante da atribuição de comparticipações sofreu um agravamento de cerca de 6,31%. Para esta evolução há que destacar o aumento verificado em Meios Auxiliares de Diagnóstico (+721.492 €), Intervenções Cirúrgicas (+455.302 €), Internamentos (+284.781 €) e Consultas Médicas (+233.819 €).


Acresce que, o gasto per capita com as comparticipações aumentou 76€, comparativamente com o verificado em 2017.


Seguindo as boas práticas contabilísticas, o SBN considera apenas em Gastos com o pessoal as verbas despendidas com os órgãos estatutários e com o pessoal vinculado à Instituição através de contrato individual ou coletivo de trabalho, enquanto os honorários pagos a trabalhadores independentes são considerados como serviços externos, classificados portanto em FSEs. Ora, se considerarmos ambas as rubricas, constatamos que estas ascenderam a 5,48 M €.


Os Gastos com o Pessoal, tendo-se cifrado em 4,316 M €, registaram uma redução de 4,02% face a 2017, em resultado de: i) uma economia de 64.939 € em Remunerações dos Órgãos Sociais (conseguida, essencialmente, na área da Atividade Sindical) e; ii) uma poupança de 71.759 € em Remunerações do Pessoal (verificada nas UE da Atividade Sindical e do Regime Geral).


Esta evolução verificada em termos dos Gastos com o pessoal está, inclusivamente, em linha com o registado nos últimos exercícios, conforme se constata através da observação do gráfico 2.


No decurso deste exercício, os Corpos Gerentes procuraram atuar em algumas áreas da despesa, razão pela qual, e ao nível dos Fornecimentos e Serviços Externos, se conseguiram obter as seguintes reduções: Comunicação (-88.076 €), Ferramentas e utensílios (-38.214 €) e Deslocações e estadas (-17.796 €).


Refira-se igualmente que, comparativamente com o ano anterior, o montante despendido com honorários sofreu um desagravamento, na medida em que em 2017 havíamos procedido ao pagamento dos valores contratualizados com a sociedade de advogados responsável pela elaboração da ação intentada contra a ACSS – Administração Central do Sistema de Saúde, I. P.


No desenrolar da apresentação das contas deste exercício, a Direção abordou igualmente o desempenho económico-financeiro alcançado na área dos SAMS, mais concretamente no Regime Geral, tendo-se criticado a sobre utilização dos meios auxiliares de diagnóstico, em resultado da prática de uma medicina tendencialmente mais defensiva por parte dos técnicos de saúde, com expressão, igualmente, ao nível do encurtamento dos prazos entre consultas.


Igualmente no domínio dos SAMS, foi destacado o facto de terem sido prestados internamente (nos Postos Clínicos) 148.054 atos, respeitantes a 72.994 Consultas, 24.707 Exames (M.A.D.), 691 Pequenas cirurgias, 26.713 Tratamentos e 4.263 Próteses Dentárias.


No que se refere à Loja de Ótica, destacou-se o nível dos resultados líquidos alcançados (cerca de 260 mil euros positivos). Depois de em 2012 se ter procedido à transferência da localização da loja de S. Brás (no Porto) para um novo espaço (existente no mesmo edifício), com projeção para o exterior, foi possível alcançar-se um volume de negócios bastante interessante (superior a 1,11 M €).


A Direção realçou igualmente a manutenção dos excelentes níveis de liquidez, alavanca financeira e risco do SBN. De facto, o rácio de liquidez geral foi de 1,95, revelando a existência de uma elevada capacidade para honrar os compromissos de curto prazo do SBN.


Inclusivamente, verificou-se que o montante em Caixa e Depósitos bancários supera em 48% o Passivo Corrente (na medida em que a liquidez imediata era de 1,48).


Por sua vez, no que concerne à rentabilidade financeira (ROE), verifica- se que esta foi de - 21,16%, em função dos resultados líquidos apurados.


Constatou-se igualmente que o SBN continua a ser alavancado pelos Capitais Alheios, já que a Autonomia Financeira foi de 40,46%.


Como é evidente, a diminuição dos Fundos Patrimoniais e o aumento do saldo de Fornecedores (motivado pelo atraso na conferência da faturação emitida via AdvanceCare) tiveram impacto em alguns dos principais indicadores.


Verificou-se igualmente que os Capitais Permanentes assumiram uma menor importância no financiamento do Ativo Fixo Tangível (em 2018 este indicador era, ainda assim, de 1,70), o que equivale a afirmar-se que os investimentos continuam a ser financiados por capitais de longo prazo.

     
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