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Home»Nortada»Nortada Detalhe Março Abril 2019
 
Brexit: Quem tem medo de um segundo referendo?

O Secretariado Nacional da UGT aprovou por unanimidade, no dia 26 de março, uma resolução subordinada ao título “Brexit: quem tem medo de um segundo referendo?”


Não havendo ainda uma opção clara no sentido de uma retirada ordenada, nos termos do acordo alcançado, nem uma opção de retirada sem qualquer acordo, nem estando totalmente excluído o recurso a um novo referendo, a UGT, no espírito de solidariedade sindical para com os seus parceiros da central sindical britânica – TUC –, mas também num movimento que engloba a maioria das confederações sindicais do Velho Continente, apelou a que o Governo de Portugal esteja disponível nas negociações com o Reino Unido para uma terceira via que não seja apenas o critério do “sim ou sopas”, isto é, ou acordo ou não acordo.


Desta, será preciso que “uma terceira via seja encontrada, de modo a proteger os trabalhadores, a economia e uma fronteira irlandesa aberta… Uma nova abordagem é necessária para garantir tais propostas - seja através de votos com propostas concretas, seja com outro mecanismo de compromisso”, conforme consta de missiva entregue ao Governo da senhora May pelos parceiros sociais do Reino Unido.


Assim, a UGT defende que um novo referendo legitimaria a tomada de decisão das autoridades do Reino Unido, dado que os eleitores estão hoje mais e melhor esclarecidos acerca das consequências de uma saída da UE: “Não há que ter medo de referendos, principalmente quando os decisores políticos estão num constante impasse na tomada de decisões. Afinal, quem tem medo de dar a voz ao povo britânico numa questão de crucial importância para o seu futuro, e para o próprio futuro da Europa?”


A UGT exige que os decisores políticos nacionais e europeus tudo façam para salvaguardar os empregos e os direitos sociais adquiridos ao longo dos anos pelos trabalhadores, não apenas nos vários diplomas legislativos promulgados ao longo da construção europeia, mas sobretudo no novo Pilar Europeu dos Direitos Sociais, tão arduamente negociado e conquistado, de forma tripartida, na Europa em que acredita e em que quer continuar, empenhadamente, a reforçar na sua coesão e desenvolvimento.


Tratando-se de uma matéria tão relevante, a UGT não se exime das suas responsabilidades e manifesta total disponibilidade para se continuar a envolver na solução que sobre o Brexit vier a ser encontrada. Na qualidade de parceiro social que representa trabalhadores portugueses, manter-se-á sempre intransigente na sua defesa e das suas famílias.

     
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