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Comemorar Maio é defender Abril

Comemorar Maio é defender Abril


“Porque é o momento de os trabalhadores defenderem os seus mais legítimos direitos como cidadãos, imbuídos apenas da situação de trabalhador – sem distinguir o setor público do privado, sem distinção de qualquer profissão –, todos ao 1º de Maio, para “Festejar Maio em defesa de Abril”.”


Firmino Marques




“É proibido não rir dos problemas, Não lutar pelo que se quer. Abandonar tudo por medo. Não transformar sonhos em realidade. Ter medo da vida e dos seus compromissos. Não viver cada dia como se fosse o último suspiro”


Pablo Neruda




A Declaração Universal dos Direitos Humanos consagra o direito à igualdade e à liberdade de todos os seres humanos, independente da raça, cor, religião ou opção política, devendo agir para com o seu semelhante com espírito de fraternidade.


Em Portugal, porém, só a partir da Revolução dos Cravos, em abril de 74, foi possível ao povo usufruir desses direitos e simultaneamente dessa obrigação.


O 1º de Maio é, no mundo livre, reconhecido como o Dia do Trabalhador, em que este deve celebrar o reconhecimento dos seus direitos de classe, em solidariedade com todos os semelhantes, contribuindo para uma sociedade sem classes, mais justa fraterna e livre. No 1º de Maio de 74, pela primeira vez foi permitido aos trabalhadores portugueses festejarem o Dia do Trabalhador em liberdade e fraternidade, um dia em que a festa não deixou de ser um dia de luta para consagrar o 25 de Abril como dia da liberdade.


Parecia, nesse dia, ter-se consagrado, finalmente a unidade do povo, cumprindo-se assim o espírito do artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos – “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos” e “dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”, não fossem algumas atitudes mais tarde assumidas por forças políticas de cariz totalitário, que à data se consideraram como a nata política deste país à beira mar plantado, contrariando com essa atitude o artigo 2º da mesma declaração: “Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.”


Chegou, porém, a altura de todos contribuirmos para o retorno ao espírito consagrado nestas duas efemérides – o 25 de Abril, como dia nacional da liberdade e o 1º de Maio como Dia do Trabalhador, da solidariedade e da fraternidade.


Por isso, e porque é o momento de os trabalhadores defenderem os seus mais legítimos direitos como cidadãos, imbuídos apenas da situação de trabalhador – sem distinguir o setor público do privado, sem distinção de qualquer profissão –, todos ao 1º de Maio, para “Festejar Maio em defesa de Abril”.

     
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