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Riscos Psicossociais na Banca & Os Representantes dos Trabalhadores para a Segurança e Saúde no Trab

O Sindicato dos Bancários do Norte promoveu em 12 de fevereiro, no auditório da Rua Conde Vizela, uma iniciativa conjunta com os Representantes dos Trabalhadores para a Segurança e Saúde no Trabalho do Montepio, para a apresentação, na parte da manhã, dos resultados do inquérito/estudo sobre Riscos Psicossociais na Banca - COPSOQ II, realizado em 2017-2018, e, da parte da tarde, para uma apresentação sobre as atribuições previstas na legislação e as atividades realizadas pelas estruturas de RTSST, tomando como exemplo o caso desta estrutura no Montepio.


Comprovando o interesse manifestado por quantos seguiram a apresentação e debate deste tema, a seguir transcrevemos o testemunho e a opinião de alguns participantes:


Nataniel Araújo, Coordenador da C S Empresa do Novo Banco


No final do dia fiquei com a sensação que após caracterização tão exaustiva e tão elaborada deveríamos ter dedicado algum tempo a definir estratégias e ações para reverter algumas das situação mais urgentes e fundamentais para a qualidade de serviço prestada pelos colegas não seja posta em causa.


É igualmente importante que este estudo seja amplamente divulgado para que a diversas estruturas sindicais e as CT´s possam sentir a necessidade de implementar também nos seus bancos.


Estou certo que se isso acontecer as condições a negociar para os colegas responsáveis por estas áreas melhorem significativamente.


Helder Nora, Montepio Geral


Jornada de aprendizagem, reflexão e desejavelmente de ação.


Não estive, participei, aprendi e refleti numa ação que ocorreu no passado dia 12 de fevereiro nas instalações do SBN no Porto.


O mote foi a apresentação dos resultados de um inquérito aplicado ao setor bancário sobre saúde e segurança no trabalho, trabalho desenvolvido pelos representantes dos trabalhadores do Montepio para a área da Saúde e Segurança.


Com uma plateia composta por eleitos para as Comissões Sindicais e Comissões de Trabalhadores, independentemente da sua filiação sindical, a pluralidade de opiniões e vivências permitiu uma análise conjunta sobre os indicadores apresentados.


Os dados do inquérito, instrumento rigoroso e devidamente aplicado, permitiu conhecer com profundidade uma realidade tantas vezes ofuscada, mas sobre a qual urge agir.


Senti que a minha, esperando que de todos os outros participantes algo similar tenha ocorrido, consciência e conhecimento sobre as condições com que os trabalhadores bancários se deparam no dia-a-dia, do impacto na vida de cada um de nós é fortemente condicionada pelas relações de trabalho. O setor bancário é fértil em rácios que determinam “tudo e mais alguma coisa”, cabendo aos trabalhadores e seus representantes agirem na procura de melhores condições que permitam uma verdadeira intervenção concertada na procura das melhores condições de trabalho para todos.


João Serrano


Uma ação de apresentação e reflexão.


Participei e aprendi imenso com a troca de vivências que uma tão alargada e diversificada plateia permitiu.


No fim da Jornada senti que tinha valido a pena a minha presença, quer pela qualidade dos dados apresentados quer pela forma como foram apresentados. O melhor elogio que posso fazer é o testemunho das imensas intervenções, que demonstraram João Serrano


os diferentes momentos em que as organizações se encontram, a participação ativa de todos


Falar de saúde e segurança no trabalho é muito mais do que “conversa de café” e a estrutura dos trabalhadores do Montepio com responsabilidade nesta área demonstrou um profundo conhecimento sobre a temática.


Resta-nos agir.


João da Silva-Leal, C S Empresa do Banco Santander


Foi com um misto de surpresa e satisfação que se pôde constatar em primeira mão o trabalho de alto nível que esta estrutura tem levado a cabo. A “Segurança e Saúde no Trabalho” é, por um lado, provavelmente a área que hoje em dia maior importância assume na vida dos trabalhadores em geral, e dos bancários em particular, e, por outro lado, a área mais negligenciada por parte da maioria – desde governos, a empregadores e empregados. Que dúvidas não restem: “bastará” cada um fazer a sua parte nesta área, com particular enfoque no estrito cumprimento do registo e pagamento das horas efetivamente trabalhadas, para que grande parte dos problemas desapareçam, dos abusos e assédio até ao cansaço e esgotamento extremos – haja coragem para cada um fazer cumprir o respeito e cumprimento de um direito básico do trabalhador e dever claro e inequívoco do empregador. É essencial ganhar essa mesma “coragem”, assumir e liderar essa iniciativa, e não esperar que outros o façam. Exige-se mais das estruturas representativas dos trabalhadores – sindicatos e comissões de trabalhadores –, mas estas existem para guiar, auxiliar, monitorizar e reforçar, e não para “salvar o dia”. Não o fazer é não ser digno do título de “trabalhador” e sim ser um mero “colaborador”, é hipotecar o próprio futuro, da respetiva família, de todos os trabalhadores e da sociedade, e simultaneamente esquecer as lutas sangrentas que outros levaram a cabo, não há tanto tempo assim, para que esses direitos hoje (ainda) existam.


Susana Nogueira, Direção do SBN


Os temas sobre a segurança e saúde no trabalho debatidos na reunião foram de elevado interesse para a área sindical do setor da banca, por proporcionarem um conhecimento rigoroso e realista acerca das condições e das consequências na vida do bancário, do modelo de trabalho que se desenvolve, atualmente, na banca.


A apresentação dos resultados do “inquérito de saúde ocupacional do setor em 2017 “elaborado e exposto pelos Representantes dos Trabalhadores na Segurança e Saúde no trabalho da CEMG veio comprovar a existência de um sistema de trabalho, cujas leis não são cumpridas, na íntegra, comprometendo, desta forma, o equilíbrio laboral. Este trabalho exaustivo serviu-se de todo um leque muito completo de perguntas e de instrumentos de análise muito fidedignos e como tal, os resultados apurados têm uma aproximação muito grande com a realidade observada e analisada. Na era acelerada em que nos encontramos não poderíamos estranhar o impacto negativo, na vida do bancário, do ritmo que lhe é exigido para trabalhar, assim como as exigências cognitivas e emotivas. O que se conclui deste estudo é que ainda há muito a fazer no que respeita à exigência do cumprimento da lei por parte dos bancos. Todas as entidades envolvidas na defesa dos direitos dos trabalhadores desde sindicatos, comissões de trabalhadores, representantes dos trabalhadores na segurança e saúde no trabalhado devem de entrelaçar conhecimentos e unir esforços de maneira a despertar a consciência dos trabalhadores sobre os seus direitos, para que possam exigir o equilíbrio entre o dar e o receber. Os ambientes materiais e interpessoais do bancário infelizmente não são os ideais e, em muitas situações, são inadmissíveis o que não se entende no estado tecnológico avançado em que nos encontramos. O que se verifica é uma demanda, cada vez maior, do lucro não interessando os meios para o atingir, estando esta verdade bem patente nos resultados do referido inquérito. Mas, no meu entender, as entidades patronais lucrariam mais se visassem a qualidade dos seus serviços, não alimentando pressas, atropelos, é claro que essa mesma qualidade começa na criação de ambientes propícios aos trabalhos rigorosos e criativos onde o respeito é o imperativo da ação, pois trabalhadores satisfeitos produzem trabalhos de elevada qualidade.


Alberto Tavares e António Sousa,


Comissão Trabalhadores do Bankinter


Da nossa parte, podemos dizer que desconhecíamos o quanto estão tão avançados nos temas Riscos psicossociais na banca e sobre Estruturas de RTSST. Para nós, foi realmente muito importante essa partilha de informação que será certamente muito útil.


Para a maior parte dos Bancários e dos RT, o desconhecimento de conteúdo partilhado nesta convenção deve ser largamente divulgação pois é demasiado importante para todos nós.


Obrigado pela partilha e agradecemos que nos coloquem em lista de distribuição em futuros eventos ou quando haja novos temas relevantes como estes.


João Paulo Pires, C S Empresa do MBCP


A apresentação feita pela RTSST do Montepio, veio demonstrar que o trabalho abre a porta a doenças, quer do foro mental e/ou músculo-esquelético, quando não se reúnem as condições básicas de segurança. Um incentivo para a criação desta importante estrutura nos outros bancos.


     
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