Pesquisa

ok
Home»Nortada»Nortada Detalhe Janeiro 2019
 
Pontes firmes para o sindicalismo bancário

Pontes firmes para o sindicalismo bancário


“o SBN entendeu não cruzar os braços, consciente de que os compromissos que temos são para com os nossos associados. Por isso, estabeleceu pontes com outras organizações, no sentido de reforçar o papel reivindicativo dos sindicatos – o que não tinha sido conseguido pela Febase – e de encetar uma ação sindical mais eficaz para combater a onda cada vez mais alterosa agitada pelo patronato.”


Mário Mourão


Depois da decisão, sob proposta de um dos sindicatos, de suspensão das atividades da Febase, o SBN entendeu não cruzar os braços, consciente de que os compromissos que temos são para com os nossos associados. Por isso, estabeleceu pontes com outras organizações, no sentido de reforçar o papel reivindicativo dos sindicatos – o que não tinha sido conseguido pela Febase – e de encetar uma ação sindical mais eficaz para combater a onda cada vez mais alterosa agitada pelo patronato.


Congratulo-me com o facto de este desiderato ter sido alcançado. Daí, terem sido efetivamente construídas pontes com dois sindicatos que não pertenciam à Febase – o SNQTB e o SIB.


Felizmente que esta iniciativa já começou a dar resultados concretos e palpáveis, como sejam a quebra do imobilismo que se verificava em relação ao MBCP, no sentido de serem atualizadas quer as pensões de reforma quer as remunerações relativas a 2018 dos trabalhadores no ativo, bem como a retoma de outros processos que se encontravam estagnados.


Mas a pontes tornam-se ainda mais sólidas com o desenvolvimento de várias iniciativas, tais como nas áreas da saúde, recreativa e desportiva.


Com efeito, já que a suspensão da Febase foi um facto consumado, o SBN encontra-se, com os outros dois sindicatos referidos, a promover ações com os associados dos mesmos, que não só também são bancários como até alguns deles já haviam participado em competições desportivas realizadas pelos sindicatos verticais, ou sejam, por aqueles que constituíam a Febase.


Porém, as mesmas pontes estendem-se também à área da contratação coletiva, para cujo exemplo cito o que se passa relativamente às caixas agrícolas, em que estão já previstas reuniões para o início do processo negocial.


***


Foi com agrado que vi a UGT e o seu secretário-geral entusiasmadíssimos com a apresentação de um “mega-sindicato”.


Embora me congratule com essa atitude, gostaria muito mais que o secretário-geral daquela central mostrasse e tivesse o mesmo entusiasmo público na defesa dos trabalhadores bancários, cujos sindicatos são os maiores contribuintes para a UGT. E esse entusiasmo muito teria em que se aplicar, como sejam a perda do poder de compra dos bancários, o impasse na negociação coletiva do MBCP, o acordo coletivo de trabalho vertical para 2018, a ação de solidariedade em Santa Maria da Feira para com os trabalhadores da CGD (em que a sua ausência se assemelhou a um silêncio ensurdecedor) e assim por diante. Mas não. Em relação a tudo isto ainda não vi qualquer entusiasmo.


Será bom não esquecer que o SBN é uma instituição com oitenta anos e que certamente não ficará sozinho no futuro que tem pela frente.


De facto, existem outras alternativas e outras opções, em parceria com outras organizações sindicais da banca – opções e alternativas essas, suscetíveis de dar melhor resposta aos desafios do setor financeiro e que mais se identificam com a defesa dos interesses dos trabalhadores.


E, falemos claro: será mais fácil a UGT vir bater à porta do SBN do que o SBN ir bater à porta do autointitulado “mega-sindicato”

     
   Imprimir        Voltar        Topo
Copyright © 2007 SBN