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Home»Nortada»Nortada Detalhe Julho e Agosto 2018
 
Alerta aos Bancários - Negociações do ACT

Por nos parecer de primordial importância, transcrevemos a seguir as informações elaboradas pelo Grupo Negociador Sindical, através do Secretariado da federação, e atempadamente comunicadas aos associados dos sindicatos verticais filiados na Febase, relativamente ao processo negocial em curso.

«Expetativas goradas na revisão salarial

Se o bloqueio negocial se mantiver, a Febase vai avançar com ações de luta e conta com a mobilização dos bancários.

A Banca continua a resistir às nossas propostas. Após a reunião de 22 de junho, era com expetativa que o Grupo Negociador de Febase aguardava uma contraproposta que finalmente desbloqueasse as negociações.

Mais uma vez fomos confrontados com um “silêncio ensurdecedor” por parte das ICs. O que nos faz concluir que existe uma clivagem no grupo, entre os que dão corpo à ideia de que os trabalhadores são “o melhor do ativo” das suas empresas e os outros.

Como já anteriormente afirmámos, é nosso entendimento que as ICs. estão apostadas em protelar estas negociações, pensando que vencem os Bancários pelo cansaço.

Deste modo, informamos os Bancários que se a situação não for desbloqueada na próxima reunião, agendada para 17 de julho, os Sindicatos da Febase irão promover iniciativas chamando a atenção para a situação, as quais poderão culminar com ações de luta, para o que contamos com a mobilização de todos os trabalhadores bancários.

Não queremos quebrar a Paz Social, no entanto esta insensibilidade empurra a classe para um “beco sem saída”.

Queremos justiça e dignidade»

«Banca culpada por omissão

Na revisão salarial do ACT, as instituições de crédito continuam a protelar as negociações e a esquivar-se de acordar com a Febase um aumento salarial digno para os bancários.

A reunião aprazada para dia 17 de julho foi adiada pelo Grupo Negociador das IC (GNIC), que evocou, para o efeito, estar ainda a contabilizar os impactos financeiros da proposta do Grupo Negociador Febase: 1,25% na tabela salarial, mais um aumento no subsídio de almoço e a contratualização de um subsídio de apoio à Natalidade.

Esta proposta vem no sentido de finalizar estas negociações e corresponde à vontade manifestada pela Febase desde o início de os aumentos cobrirem, no mínimo, a inflação prevista.

Já chega de os bancários perderem poder de compra – mais de 7% nos últimos 10 anos!

A Febase já sabe, há muito, qual foi – e continua a ser – o impacto para os bancários:

· Reformas antecipadas

· Rescisões por mútuo acordo

· Despedimentos coletivos

· Reduções remuneratórias

· Fecho de balcões

· Pressões de todo o tipo e a qualquer hora.

Nesta sua postura, a Banca (e os seus representantes no GNIC) só olha para a folha de Excel, não percebendo que se saiu do vermelho deve-o àqueles que agora enjeita.

Os bancários não são ingénuos e conhecem muito bem estes expedientes dilatórios e de apagamento de uma realidade recente, na qual se viram envolvidos sem culpa, mas que “arregaçando as mangas” resolveram com abnegação e espírito de sacrifício.

Os bancários, face a estas injustiças e desmandos, saberão dar cabal resposta a mais esta provocação a que estão a ser submetidos.

Por um aumento salarial digno!»

«A farsa continua

O Grupo Negociador das ICs, com a altivez – desfaçatez e descaramento -, cada vez mais patente, persistiu na medição da capacidade da “paciência” dos bancários.

Como corolário, desmarcou a reunião agendada para o dia 27 às 14h30, remetendo a continuação do processo negocial para setembro. Mais uma vez, este atraso ilustra bem a falta de consideração e de respeito que as administrações e os respetivos representantes têm pelos seus trabalhadores e reformados.

Estes comportamentos denotam o que já vimos repetindo – que não existe interesse em resolver o assunto neste período, empurrando a sua resolução.

Estarão talvez a pensar juntar este “chorudo” aumento ao subsídio de Natal, ou será um bónus de Ano Novo???

A FEBASE e os seus sindicatos estão preparados para desmascarar estes pretensos negociadores que vêm protelando o acordo final. Cabe à classe bancária responder com unidade e com rigor, sendo setembro um mês decisivo.

Só uma classe unida poderá repor a dignidade que todos merecem. Mas os bancários estão prontos para:

• Resistir à injustiça

• Resistir à prepotência

• Resistir à indignidade

Por aumentos dignos!»

«CGD denuncia acordo de empresa

A Caixa Geral de Depósitos denunciou o acordo de empresa com a FEBASE e os seus Sindicatos Bancários tendo, para tal, enviado conjuntamente uma nova proposta de Acordo de Empresa (A.E.), onde pretende adaptar o atual A.E. ao novo clausulado do ACT da banca, preconizando a eliminação de algumas das clausulas que mais tocam aos seus trabalhadores, tais como:

· terminar com as progressões obrigatórias e com as anuidades;

· terminar com o prémio de antiguidade;

· rever o acesso ao Crédito à Habitação por parte dos seus trabalhadores;

· alterações nas carreiras profissionais e respetivos níveis.

Já quanto ao aumento da tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniárias a C.G.D. apresenta uns míseros 0,35% de aumento. Relembramos que o atual A.E. define as regras acordadas pelo banco público com a FEBASE e os trabalhadores sindicalizados em cada sindicato, que vão para além da revisão salarial e clausulas de expressão pecuniárias.

Convém também lembrar que a situação económico-social aquando da negociação do atual ACT era bem diferente da que existe atualmente, mais ainda se olharmos para o setor bancário, no qual se tem vindo a denotar uma grande evolução a nível dos balanços das diversas instituições presentes no mercado, motivo pelo qual a C.G.D. não pode querer transpor clausulado que em nada se enquadra na nova realidade do mercado financeiro em Portugal.

É altura também para lembrar à Comissão Executiva da Administração da C.G.D. de que tem o dever, e a obrigação, de repor tudo aquilo que foi cortado aos trabalhadores por vias dos Orçamentos de estado anteriores e que, ao contrário de outras empresas do tecido empresarial do Estado, que já repuseram, a C.G.D. continua a manter a teimosia da sua não reposição, com base num hipotético e fantasma parecer.

Perante tal situação a FEBASE encetará as reuniões de negociação a partir de Setembro, nas quais terá, sempre, em cima da mesa, a defesa intransigente dos trabalhadores desta prestigiada instituição, tendo em especial atenção o clausulado de cariz financeiro e social, procurando desta forma atingir um entendimento.»

“Assim vai a Caixa (Comissão Sindical - IV)

A Comissão Executiva, na senda da sua imagem de marca: “Levar a Carta a Garcia”, produziu e acaba de entregar aos Sindicatos um projeto de revisão do Acordo de Empresa que, na sua globalidade, representa o maior retrocesso levado a cabo numa proposta deste género nos últimos anos.

Senão (entre outros) vejamos:

- Fim da Carreira Profissional (promoções por antiguidade);

- Fim do acesso directo ao Crédito à Habitação;

- Fim das Anuidades;

- Fim dos Prémios de Antiguidade;

- Fim das Promoções por Mérito;

- Fim e/ou alteração de alguns grupos profissionais, áreas funcionais, categorias e níveis.

Por fim, na fundamentação económica e estrutural para a denúncia, sob forma intimidatória, é proposto um aumento salarial de 0,35%.

Num outro plano, já em curso há algum tempo:

- fim da Medicina do Trabalho, tal como a conhecemos e que é uma responsabilidade legal da entidade patronal;

- fim dos Serviços Sociais tal como os conhecemos em clara violação do artº. 54º. do Dec.-Leiº. Nº. 48.953 de 05/4/1969);

- venda do património histórico (edifícios: da filial de Aveiro, da rua do Ouro-Lisboa, da rua 31 de Janeiro-Porto).

Tudo isto só é possível quando conduzido “por gente fria, cujo compromisso com a missão é absoluto”, “o que leva à pobreza geral, que produz um aviltamento na dignidade, em que todos vivem na dependência: nunca tendo, por isso, a atitude da sua consciência, mas sim a atitude do seu interesse. Servindo-se, não a quem se respeita, mas a quem se vê no Poder”. “Sobre a nudez crua da verdade, o manto diáfano da fantasia” Assim vai a Caixa!... “

Entretanto, como as fotos testemunham, a Direção do Sindicato Bancários do Norte realizou, no passado dia 14 de Agosto, uma reunião com a Comissão de Trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos, a solicitação desta Estrutura, que teve, como principal assunto as possíveis implicações da denúncia do AE da CGD para os trabalhadores daquele Banco público, e analisar as possíveis iniciativas a enquadrar num plano de ações conjuntas entre a Comissão Trabalhadores e os Sindicatos.

Para que não restem dúvidas, a Nortada reafirma: Traição? Nunca. Sempre em luta pela defesa intransigente dos trabalhadores!

     
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