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Direção reúne-se com comissões de delegação

Realizou-se no passado dia 3 de maio, no Porto, uma reunião da Direção com os membros das comissões sindicais de delegação.


O presidente do SBN, Mário Mourão, começou por fornecer informações sobre o processo negocial que decorre no âmbito da Associação Portuguesa de Bancos visando a atualização da tabela salarial, em que os representantes patronais responderam com o valor de 0,4% à proposta apresentada pela Febase, cujos sindicatos têm vindo a discutir iniciativas conjuntas para pressionar as instituições de crédito no sentido de evoluírem para valores dignos.

Assim, para além de uma campanha que o SBN se propõe fazer no sentido de apelar à recusa da prestação de trabalho extraordinário não remunerado, vai pressionar no sentido de serem realizadas mais inspeções de trabalho, apelando também a todos os bancários para que não permaneçam a laborar para além das 16h30, cumprindo assim o horário que responde à respetiva remuneração: “Antes de chegarmos a uma greve, há, pois, ações que podem ser realizadas. Está nas mãos dos trabalhadores defenderem a sua própria dignidade. Deste modo, as formas de luta provarão que os bancários se encontram indisponíveis para mais provocações.”

Mourão recordou que na manifestação do 1º de Maio da UGT, o secretário-geral da central fez uma referência a esta matéria, que, todavia, foi ignorada pela comunicação social, “o que é particularmente grave porque, com este tipo de atitudes os banqueiros estão a continuar a percorrer o caminho que conduziu à situação de desgraça no setor financeiro”.

O presidente do SBN criticou depois a atitude tomada pela administração e pela Comissão de Trabalhadores do Millenium BCP, ao defenderem que aquela instituição só deveria proporcionar aumentos salariais aos bancários no ativo, o que, a confirmar-se, degradaria as relações entre trabalhadores no ativo e na reforma, interrogando: “Algum trabalhador no ativo pensará que se não houver aumentos para os reformados esse dinheiro reverterá para si? Não, ficaria todo nos cofres dos bancos.”

Mário Mourão não deixou dúvidas, ao sublinhar a evidência de que os bancários no ativo têm de ser aumentados, mas numa situação harmoniosa em relação aos reformados, não deixando de recordar que foi a banca a querer o estatuto de pagador das pensões destes últimos.

“Se não se inverter esta mentalidade, começa a ser perigoso, pois criará inevitavelmente uma situação de guerra de gerações” – acrescentou o líder do SBN.

“E, se houvesse – o que não é verdade – uma situação de dificuldade no BCP, não se compreenderia nem haveria explicação para, ao contrário de tudo isto, os administradores terem beneficiado recentemente de um aumento de cerca de 80%” – disse.

Este ponto da ordem de trabalhos terminou com diversas intervenções dos membros das comissões sindicais de empresa, de que relevaram as denúncias feitas por crescentes pressões exercidas sobre os bancários, “que são metidos numa sala fechada com as hierarquias, para não terem testemunhas das situações de assédio de que são vítimas”.



Acordo do SBN/SAMS com Advancecare alarga rede externa convencionada

Passando ao ponto seguinte da agenda, Mário Mourão salientou que, apesar de o SBN/SAMS ter um dos melhores subsistemas do país, havia que o restruturar e o dignificar, pelo que foi feito um acordo com a Advancecare a vigorar a partir de 9 de maio de 2018, proporcionando uma nova rede externa convencionada.

Dos benefícios daí decorrentes para os associados e beneficiários, decorre um aumento da liberdade de escolha em todo o território nacional; mais 738 entidades convencionadas, conferindo acesso a todas as especialidades e alargando o âmbito das anteriores entidades convencionadas; redução dos custos com consultas; serviço médico permanente ao domicílio; agendamento das consultas diretamente no médico, clínica ou hospital, bastando a creditação do atual cartão de beneficiário; manutenção dos regulamentos e dos procedimentos do SAMS, designadamente nos pedidos de pré-autorização; atendimento médico permanente telefónico; manutenção dos atuais postos clínicos.

Mário Mourão terminou, acentuando que, em resultado de todos estes benefícios, o SAMS sairá mais reforçado na sua missão, uma vez que a Advancecare prestará um serviço de excelente complementaridade, colmatando assim as brechas que faltavam para um cabal atendimento aos associados e beneficiários.

     
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