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Revisão salarial do ACT - A comédia continua

ATO 4º
UMA MÃO CHEIA DE NADA
MAIS UMA SESSÃO DE NEGOCIAÇÕES PERDIDA

Os representantes das IC insistiram numa conversa falaciosa e inconclusiva, sem apresentarem novos valores.

A quarta ronda negocial entre o Grupo Negociador das IC (GNIC) e o Grupo Negociador da Febase, relativa ao aumento da tabela salarial e às cláusulas de expressão pecuniária para 2018, decorreu no dia 9 de maio.

Embora na sessão anterior se tenha comprometido a reformular a sua proposta inicial, o grupo negociador das IC apresentou-se com uma mão cheia de nada, escudando-se na falta de mandato. É, por isso, com muita deceção e alguma revolta que o Grupo Negociador da Febase interpreta a posição de prepotência que o Grupo Negociador das IC tem desde o início das negociações, mantendo a proposta de aumentos de 0,4% (aos reformados e ativos), tanto mais que grande parte dos seus argumentos não são consentâneos com as recentes notícias vindas a público.

Os bancários estão a perder poder de compra há já vários anos, razão pela qual exigem das instituições de crédito uma postura séria, verdadeiramente dialogante, e não uma conversa falaciosa e inconclusiva, a que se assiste por parte do grupo negociador que as representa. Os bancários, numa altura de recuperação económica, após uma década de cortes, despedimentos, rescisões e perda de regalias, exigem reposição do poder de compra, reconhecimento e respeito.

Sublinhe-se que os bancários (reformados e ativos) e o seu grupo negociador não se revêm nestas formas falaciosas e dilatórias dos interlocutores, atitudes estas atentatórias do clima de paz social que, apesar da recente crise, tem imperado no setor. Ficou marcada nova reunião para o dia 22 de maio, na qual o Grupo Negociador das IC se comprometeu, mais uma vez, a apresentar uma evolução na sua proposta.



ATO 5º
NEGOCIAÇÕES EVOLUEM,
MAS ENTENDIMENTO ESTÁ LONGE

A “boa vontade” das IC redundou na subida de duas décimas na sua proposta inicial de revisão salarial. A Febase exige mais, sob pena de avançar com ações que envolvam os associados.

A sessão de negociações do dia 22 de maio registou uma evolução no processo, mas deixou um gosto amargo aos sindicatos. Sendo verdade que o GNIC apresentou uma nova proposta de revisão salarial, a realidade é que ?cou muito aquém do que a Febase considera digno.

Ao esforço da Federação – que, para romper o impasse a que se tinha chegado, baixou a sua reivindicação para 2,6% –, as IC subscritoras do ACT do setor responderam com o aumento da sua proposta de 0,4% para 0,6% – duas décimas, portanto. Em causa estão, recorde-se, o aumento da tabela salarial, pensões de reforma e de sobrevivência e cláusulas de expressão pecuniária. O grupo negociador dos sindicatos manifestou de imediato o seu descontentamento e discordância relativamente ao valor apresentado pelas IC.

Em função desta postura do GNIC, e como forma de demonstrar a sua disponibilidade negocial, a Febase avançou uma nova proposta, de 2,25% de aumento. E remeteu assim para o GNIC a obrigação de apresentar uma nova contraproposta.



OUTRA AÇÕES

As negociações estão difíceis e tem sido com di?culdade que a Febase tem forçado a evolução do processo. As partes estão longe de um ponto de entendimento. Face aos resultados conhecidos da banca, a Febase exige que o GNIC evolua mais na sua posição – sob pena de obrigar os sindicatos da federação a partir para outras ações, que desta vez envolvam os associados. Os sindicatos da Febase continuarão empenhados na defesa dos trabalhadores e dos reformados.”

ATO 6º
MIGALHAS, SÓ MIGALHAS

O Grupo Negociador das Instituições de Crédito apresentou uma nova proposta de revisão salarial: acrescentou 0,1% ao valor anterior. Ou seja, defende um aumento de 0,7%. A Febase recusou. Haja bom senso!

Com efeito, os representantes da Febase e o GNIC reuniram- -se no dia 5 de junho, em mais uma ronda negocial de revisão das tabelas e das cláusulas de expressão pecuniária. Recorde-se que na anterior sessão de negociações, em 22 de maio, ambas as partes alteraram as suas propostas: à subida para 0,6% do GNIC, o Grupo Negociador da Febase contrapropôs 2,25%. Os representantes das IC ficaram de reformular a sua última proposta – e foi assim que apresentaram um avanço de 0,1%, para 0,7%.

Para a Febase, a contraproposta do GNIC é miserabilista e própria de alguém que não procura entendimentos. Senão, veja-se:

• salvo alguma exceção, todos os bancos regressaram aos lucros; a massa salarial não aumentou;

• o espectro dos reforços para os fundos de pensões não é argumento, pois os fundos também geram mais-valias.

Face a este pretenso avanço, o Grupo Negociador da Febase adiantou o valor de 2,1%, no intuito de manter as negociações em aberto.

Como se verifica, um possível entendimento ainda está longe, pois as IC estão a protelar as negociações.

Tem que prevalecer o bom senso por parte dos negociadores, nomeadamente dos do GNIC. Nova reunião ficou marcada para o próximo dia 22. Os interesses dos associados dos sindicatos da Febase continuarão a ser defendidos.

     
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