Pesquisa

ok
Home»Nortada»Nortada Detalhe Março e Abril 2018
 
Iniciadas negociações para revisão salarial

No passado dia 6 de abril a Febase iniciou negociações com as instituições de crédito, com vista à revisão salarial de 2018.
Entretanto, foi realizada no passado dia 17 de abril uma nova reunião, na tentativa de desbloquear as negociações. Tal, porém, não se verificou!...
Sobre estas reuniões, a Febase publicou dois comunicados, que a seguir transcrevemos na integra, pelos quais se pode constatar a pouca vontade do patronato em corresponder às expetativas dos seus trabalhadores…

“Negociações começam com divergência
A primeira sessão de revisão salarial do ACT realizou-se ontem, com duas propostas em cima da mesa: 3% de aumento reivindicado pela Febase e 0,4% contraposto pelas instituições de crédito. Ficou decidido o calendário negocial.

A primeira reunião da Febase com o Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC), relativamente ao processo dos aumentos da tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária para 2018, realizou- se esta terça-feira, dia 6.
Se já se previa que o resultado desta primeira reunião resultaria em nada de substancial, dado que se revestia de um caráter meramente formal, onde se delinearia a agenda do processo negocial.
Assim, ficou ontem decidido que as reuniões terão uma periodicidade quinzenal.
A Febase, assumindo mais uma vez a suas responsabilidades enquanto maior Federação de bancários no ativo e reformados, no âmbito das negociações salariais para 2018 tinha, em tempo útil, apresentado, a todas as ICs com quem tem acordos celebrados, uma proposta de aumentos salariais de 3%.
A proposta da Federação é baseada na inflação e nos ganhos da economia, de que as IC também são beneficiárias, como se comprova nos sinais de grande recuperação que têm vindo a dar, percetível nos resultados apresentados. Refira-se que a proposta da Febase de aumentos salariais de 3% teve como resposta das ICs, uns míseros 0,4%, valor inaceitável por parte da Febase, face à conjuntura atual do setor, em clara fase de recuperação.
Se é verdade que a situação do setor ainda não é a melhor, está neste momento a superar o período de crise pelo qual passou.

strong>Intransigência
O GNIC surpreendeu os negociadores sindicais com a sua postura fixada nos valores apresentados, sem dar quaisquer sinais que evidenciem predisposição para evoluir na proposta, antes pelo contrário, afirmando que a mesma está justificada na sua fundamentação. Com a proposta de 0,4%, o GNIC argumenta que os encargos seriam bastante superiores e acrescido de pretensos 0,8% da massa salarial. A Febase teve oportunidade de referir, e deixar claras, as suas dúvidas, que se transformaram em divergência sobre o valor da massa salarial, na medida que este valor não é equitativamente distribuído por todas as ICs.
O GNIC reafirmou o princípio de que as alterações resultantes do ACT negociado em 2016 não se refletem a curto prazo na redução dos encargos com o pessoal. Aproveitou ainda para referir que as ICs irão ter mais custos resultantes da implementação das normas europeias e com o processo de digitalização de setor, que se avizinha.
A Febase refutou tal argumento, pois as ICs lucraram muito com as formações feitas pelos trabalhadores em horário pós-laboral, sem qualquer pagamento de horas. Convém relembra, que o clima de paz social que tem vindo a imperar no setor muito, se deve aos Sindicatos da Febase, que sempre mostraram uma postura responsável e dialogante.
Igualmente, os trabalhadores do setor tiveram uma postura responsável e de total compreensão pela situação que a banca atravessou e para a qual em nada contribuíram.
Os Sindicatos da Febase continuam empenhados na defesa dos trabalhadores, no ativo e reformados.
Informações sobre o desenrolar das negociações serão atempadamente prestadas aos sócios.”

“Mantém-se o impasse nas negociações da tabela salarial
“A nova sessão de negociações de revisão da tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária para o ano 2018 nada trouxe de novo para desfazer o impasse a que as partes tinham chegado. No início da reunião, que se realizou terça-feira, dia 17 de abril, a Febase foi confrontada com a assunção do Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC) de que não tinha tido tempo para refletir sobre a sua posição à mesa de negociações – contrariando assim o compromisso assumido na sessão anterior de repensar a sua contraproposta de 0,4% de aumento. Pelo contrário, o GNIC partiu à ofensiva, exigindo à Febase uma nova contraproposta por escrito, como prova da sua predisposição para negociar. Mais, o documento teria de ser apresentado até à reunião seguinte, para que o GNIC pudesse então apresentar uma sua nova posição. Confrontada com este volte-face do GNIC, a Febase solicitou a interrupção dos trabalhos. Retomada a sessão, a Febase reafirmou não entender esta posição por parte dos representantes das Instituições de Crédito, dado as negociações já estarem a decorrer, não existindo assim razão para tal ser efetuado por escrito. Face à intransigência do GNIC, a Febase deu por encerrada a reunião. No entanto ficou agendada nova sessão para 9 de maio. Perante a prepotência do GNIC, os Sindicatos da Febase continuarão empenhados na defesa dos trabalhadores e reformados. Novas informações serão prestadas aos associados no desenrolar das negociações.”

     
   Imprimir        Voltar        Topo
Copyright © 2007 SBN