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Eleições no SBN

Grande mobilização e participação nas eleições do Sindicato dos Bancários do Norte


Grande mobilização e participação assinalaram as eleições para os corpos gerentes, Conselho Geral e comissões sindicais de delegação, de empresa e de reformados do Sindicato dos Bancários do Norte, que se realizaram no passado dia 20 de abril, numa demonstração da vitalidade do SBN e da vontade de os associados fortalecerem a sua associação de classe para os combates que se avizinham face aos novos desafios com que o setor bancário português se encontra confrontado.


Para além de todos quantos se deslocaram para exercer presencialmente o seu direito e dever de voto no próprio dia, sublinhe-se também o facto de cerca de dois mil trabalhadores terem votado por correspondência – número que não deixa dúvidas quanto à relevância que o ato despertou entre a generalidade dos associados.
Ao ato concorreu uma lista única, cujos princípios gerais sublinhavam que “vivemos uma época que não deixa saudades para os bancários, em termos de estabilidade dos postos de trabalho do setor financeiro”. Com efeito, o futuro da banca é ainda uma incerteza, que provoca nos trabalhadores uma instabilidade permanente e que “exigirá dos dirigentes sindicais uma ação firme e determinada, na defesa dos superiores interesses dos bancários e, em especial, dos associados do SBN”.
Foi neste contexto que surgiu tal lista – um projeto abrangente, de várias tendências que decidiram pôr em primeiro lugar os interesses da classe bancária, representados pelo SBN.
Alguns dos seus objetivos serão os de promover um sindicalismo de proximidade e iniciativas com vista ao combate à precarização do trabalho, exigir e defender os direitos dos colegas na situação de reforma; valorizar e defender a negociação coletiva, inovar, garantir e consolidar o SAMS e promover uma política de informação permanente aos bancários.
No domínio dos princípios a prosseguir, é salientado que se assiste hoje na banca, fomentado por “novos banqueiros” e outros, uma cultura de trabalho violadora da dignidade profissional e pessoal dos trabalhadores, sendo exercida uma pressão permanente ilegítima para o cumprimento dos objetivos comerciais, designadamente forçando-os à prestação de horas extraordinárias não remuneradas. Mas outra ameaça recai agora também com mais veemência – o recurso ao “outsourcing” e ao trabalho temporário de fundamento duvidoso, que visa apenas substituir trabalhadores que se regem pela convenção do setor, em trabalhadores precários e sem direitos: “É por tudo isto que temos de mobilizar os bancários em torno da negociação coletiva, salvaguardando o diálogo, mas firmes na defesa dos direitos consagrados”.
Por outro lado, o desenvolvimento social e económico do Porto e do Norte do país requer e impõe um setor financeiro forte e sustentável, que possua nesta região raízes sólidas e inalienáveis. Por isso, garante a lista, “estaremos atentos às movimentações conducentes a deslocalizações de serviços bancários, seja para Lisboa, seja para o estrangeiro, que só conduzem ao empobrecimento da economia e ao aumento do desemprego na região”.
O certo é que os trabalhadores bancários – primeiros e últimos defensores das instituições para quem laboram – “não podem continuar a ser as vítimas indefesas do clima permanente de instabilidade e de incerteza que reina no setor”.
Assim, urge a implementação de medidas legislativas, de regulação e de supervisão que introduzam na banca portuguesa um crédito de confiança, para que os investidores e os aforradores voltem a acreditar na economia nacional.
Quanto aos bancários, são uma classe com grande maturidade que saberá unir-se em torno do seu sindicato, para lhe conferir uma força renovada face aos novos desafios que se avizinham.
Relativamente aos bancos, só terão a ganhar se conseguirem motivar os seus trabalhadores para a consecução de metas realistas, dignificando- os na sua condição de pessoa humana.
No âmbito social, a lista garantia a continuação do apoio a diversos mecanismos de índole social, nomeadamente no apoio a compras de livros escolares e a empréstimos para propinas.
Aos colegas na situação de reforma, continuará a proporcionar as iniciativas de convívio e a apoiar os programas de férias com planos de pagamento faseados.
No âmbito cultural, garantia a continuação do apoio na publicação de livros, ao Grupo de Teatro, à dinamização da Galeria de Exposições, para que os colegas ali possam ter patentes os seus trabalhos, o Ateliê de Pintura, o Núcleo de Fotografia e as danças de salão.
Por outro lado, incrementará diversas ações, em ordem a proporcionar múltiplas atividades aos associados, em parceria com os agentes culturais da sociedade civil.
Quanto à Novóptica, continuarão a ser desenvolvidos esforços no sentido de alargar benefícios aos associados do SBN, complementando a comparticipação do SAMS, em especial nas lentes e nas armações. Os resultados das vendas proporcionarão a redução de preços, como também a ofertas de maiores descontos em alguns produtos. Relativamente à Pinheiro Manso – Residência Sénior, é referido o propósito da criação de mais e melhores condições para o apoio aos colegas em regime de centro de dia ou de apoio domiciliário.
No capítulo da saúde, é sublinhado que é uma área que se encontra em constante mutação, quer pelo aparecimento de novas terapias, quer através de novos equipamentos que permitem fazer hoje um diagnóstico mais fiável: “É nesta perspetiva que terá de ser encarada a nova realidade, dotando os serviços internos dos meios necessários para corresponder às novas exigências clínicas. Mas queremos um SAMS para todos, mesmo para aqueles que optam por não recorrerem aos serviços internos, dando-lhes as condições que lhes permitam ter uma rede externa de assistência”.
Assim, foram propostas da lista o alargamento da rede de assistência médica a todo o território nacional, a avaliação da implementação do serviço médico telefónico e o desenvolvimento de campanhas de esclarecimento sobretudo vocacionadas para as idades mais precoces, designadamente face às patologias de maior prevalência, apostando assim na medicina preventiva.
Outra proposta apontou para a reformulação e a adequação do regulamento do SAMS. Por outro lado, “há que ter em consideração a necessidade de resposta à procura, por parte dos beneficiários, em algumas especialidades”.
Desta forma, constituiu “firme propósito” da lista a criação de um Centro de Implantologia.


Mesas de voto
No Grande Porto estiveram constituídas mesas de voto na Rua de S. Brás (central e reformados), nas comissões sindicais de empresa do Banco Popular, Novo Banco, Banco Português de Investimento, Banco Santander Totta, Millennium BCP, Caixa Geral de Depósitos, Montepio Geral e Banco Internacional de Crédito, e ainda em balcões do BPI, do BST, do BCP, do MG, do Montepio Crédito e da Parvalorem. Na Região de Aveiro as mesas estavam colocadas na delegação do SBN (central) e na sede do distrito nos balcões do BPI e do BCP, havendo mesas concelhias em Águeda, Estarreja, Ílhavo, Mealhada, Oliveira do Bairro e Vagos.
Na Região de Braga as mesas estavam colocadas na delegação do SBN, havendo mesas concelhias em Barcelos e Vila Nova de Famalicão. Na Região de Bragança as mesas estavam colocadas na delegação do SBN (central) e no BPI, BST, MG e CCAM.
Nas regiões de Chaves, Peso da Régua, Viana do Castelo e Vila Real houve uma mesa central nas respetivas delegações do SBN.
Na Região de Guimarães as mesas estavam colocadas na delegação do SBN, Caldas de Vizela, Fafe, Pevidém e Joane.
Na Região de Mirandela houve uma mesa central na delegação do SBN e uma mesa concelhia em Macedo de Cavaleiros.
Na Região de Penafiel houve uma mesa central na delegação do SBN e uma mesa concelhia em Amarante.
Na Região de S. João da Madeira as mesas estavam colocadas na delegação do SBN (central) e no BCP, havendo mesas concelhias em Espinho, Oliveira de Azeméis, Ovar e Vale de Cambra.
Na Região de Valença houve uma mesa central na delegação do SBN e uma mesa concelhia em Monção.


Dirigentes eleitos tomaram posse
Numa cerimónia solene muito concorrida e que contou com a presença do Secretário Geral da UGT, Carlos Silva, os novos corpos gerentes do Sindicato dos Bancários do Norte resultantes das eleições do passado dia 20 de abril, designadamente os membros que compõem a MAGCGC, a Direção e o Conselho Geral, bem como os eleitos para as comissões sindicais de delegação, de empresa e de reformados, tomaram posse no passado dia 6 de maio.

     
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