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Home»Nortada»Nortada Detalhe Maio e Junho 2017
 
… e aprova o Relatório e as Contas do exercício de 2016

No Relatório apresentado pela Direção, afirma-se que “este ano que passou foi marcado, uma vez mais, por uma grande perturbação laboral, particularmente no que ao setor bancário diz respeito. Ainda assim, foi possível encerrar o processo negocial referente ao novo Acordo Coletivo de Trabalho do Setor Bancário (processo iniciado em 2012, com a denúncia do anterior ACT, por parte de um conjunto de Instituições de Crédito)”.
Uma vez que nos encontramos no final do mandato dos atuais Corpos Gerentes, esta prestação de contas foi entendida como o términos de mais um capítulo da História do SBN, em termos das obrigações legais e estatutárias que cabiam a esta Direção, ciclo esse “que se pautou pela realização de ações, tanto externas como internas, atinentes a uma atuação sindical dinâmica, bem como à correção de debilidades internas, devidamente diagnosticadas, que nos impediam de retirar o máximo proveito dos recursos existentes”.
Nessa medida, no decurso deste quadriénio que agora termina, a Direção afirma que “desenvolveu, na área da Negociação Coletiva, um papel determinante na salvaguarda dos direitos dos Bancários. Foi preocupação permanente o reforço do elo de ligação com os nossos Associados, não só através da melhoria da qualidade da informação prestada, bem como do incremento do número de visitas aos locais de trabalho”.
Facto igualmente destacado, foi o Acordo extrajudicial alcançado com a ACSS – Administração Central do Sistema de Saúde, a 09 de novembro de 2016, que se traduziu numa regularização faseada da dívida do Estado.
Tratou-se igualmente de um ano em que, “uma vez mais, voltámos a efetuar apostas concretas na área da saúde, tendentes sobretudo a conter a despesa (prevenindo-se o desperdício, evitando-se abusos e melhorando-se e simplificando os serviços). Estamos conscientes que os SAMS enfrentam grandes desafios, pelo que se torna imperioso reduzir a sua vulnerabilidade face aos riscos crescentes originados pela turbulência vivida no setor bancário” – transcrição do Relatório da Direção.


Quadro 1 - Desagregação do resultado líquido do SBN apurado no exercício de 2016.

No campo da vertente económica, foi explicado que, neste exercício, os resultados da Atividade Sindical, do Regime Geral e do Fundo Sindical de Assistência foram afetados pela diminuição verificada na principal rubrica de rendimentos. Nessa medida, e em termos consolidados, foram recebidos 28,05 M€ a título de quotizações e contribuições, valor que representa 87,80% do total dos rendimentos. Comparativamente com o exercício anterior, registou-se uma diminuição de 509.596€, ou seja, o equivalente a uma variação de -1,78%.


Quadro 2 - Evolução das principais rubricas de Rendimentos

Os rendimentos resultantes das atividades de âmbito clínico (que incluem os montantes provenientes da venda de senhas de consulta, de análises clínicas, de atos médicos internos e de penalizações por falta a consulta, entre outros) cifraram-se em 727.125€. Facto igualmente assinalável, no campo das rubricas de rendimentos, prende-se com o aumento do montante das Rendas recebidas dos inquilinos, provenientes do arrendamento de espaços não utilizados pelo SBN, superior a 25 mil euros (+7,16%), ascendendo a 382.076€ em 2016.


Quadro 3- Evolução das principais rubricas de Gastos

No que se refere aos gastos, verificou-se a predominância da despesa com a atribuição de comparticipações, representando um peso de 61,66% do seu total, cifrando-se esta rubrica em 20.715 M€.


Gráfico 1 - Evolução dos Gastos com Comparticipações

Constatou-se igualmente que, face ao ano anterior, a despesa global resultante da atribuição de comparticipações sofreu um desagravamento de cerca de 3,27%. Para esta evolução, há que destacar a diminuição verificada em Meios Auxiliares de Diagnóstico (-641.790€), Assistência Medicamentosa (-201.722€) e Consultas Médicas (-157.811€).


Gráfico 2 - Evolução das principais rubricas de Gastos referentes a Comparticipações.

Ainda assim, e tendo em conta a diminuição ocorrida na População Beneficiária, verifica-se que o gasto per capita com as comparticipações aumentou 10€, comparativamente com o verificado em 2015. Seguindo as boas práticas contabilísticas, o SBN considera apenas em Gastos com o pessoal as verbas despendidas com os órgãos estatutários e com o pessoal vinculado à Instituição através de contrato individual ou coletivo de trabalho, enquanto os honorários pagos a trabalhadores independentes são considerados como serviços externos, classificados portanto em FSEs. Ora, se considerarmos ambas as rubricas, constatamos que estas ascenderam a 5.90 M€, tendo decrescido 2,64% relativamente a 2015.
No decurso deste exercício, os Corpos Gerentes procuraram atuar em algumas áreas da despesa, razão pela qual, e ao nível dos Fornecimentos e Serviços Externos, se conseguiram obter as seguintes reduções: Conservação e reparação (-135.919€) e Honorários (-42.484€).


Gráfico 3 - Evolução das principais rubricas de Fornecimentos e Serviços Externos

No desenrolar da apresentação das contas deste exercício, a Direção abordou igualmente o desempenho económico-financeiro alcançado na área dos SAMS, mais concretamente no Regime Geral, tendo-se criticado a sobreutilização dos meios auxiliares de diagnóstico, em resultado da prática de uma medicina tendencialmente mais defensiva por parte dos técnicos de saúde, com expressão, igualmente, ao nível do encurtamento dos prazos entre consultas.


Gráfico 4 - Evolução dos Rendimentos resultantes da prestação de serviços clínicos

Igualmente no domínio dos SAMS, foi destacado o facto de terem sido prestados internamente (nos Postos Clínicos) 170.878 atos, referentes a 83.784 consultas, 29.500 exames (M.A.D.), 777 pequenas cirurgias, 30.612 tratamentos e 4.682 próteses dentárias.


Gráfico 5 - Evolução do número de consultas das principais especialidades prestadas
nos Postos Clínicos dos SAMS.

No que se refere à Loja de Ótica, destacou-se o nível dos resultados líquidos alcançados (cerca de 240 mil euros positivos). Depois de em 2012 se ter procedido à transferência da localização da loja de S. Brás (no Porto) para um novo espaço (existente no mesmo edifício), com projeção para o exterior, foi possível alcançar-se um volume de negócios bastante interessante (superior a 1.1 M€).


Gráfico 6 - Evolução do volume de negócios da Loja de Ótica

A Direção realçou igualmente a manutenção do excelente nível de liquidez, alavanca financeira e risco do SBN. De facto, o rácio de liquidez geral foi de 2,70, revelando a existência de uma elevada capacidade para honrar os compromissos de curto prazo do SBN.
Inclusivamente, verificou-se que o montante em Caixa e Depósitos bancários cobre 68% do Passivo Corrente (na medida em que a liquidez imediata era de 0,68).
Por sua vez, no que concerne à rentabilidade dos capitais próprios, verifica-se que esta foi de -8,03%, em função dos resultados líquidos apurados.


Quadro 4 - Evolução dos principais indicadores de rentabilidade e de liquidez

Constatou-se igualmente que o SBN continua a ser alavancado pelos Capitais Alheios, já que a Autonomia Financeira foi de 45,40%.


Quadro 5 - Evolução dos principais indicadores de alavanca financeira e de risco

Verificou-se igualmente que os Capitais Permanentes assumiram uma menor importância no financiamento do Ativo Fixo Tangível (em 2016 este indicador era, ainda assim, de 2,15), o que equivale a afirmar-se que os investimentos continuam a ser financiados por capitais de longo prazo.
Como é evidente, a construção do novo empreendimento geriátrico teve impacto em alguns dos principais indicadores, destacando-se o rácio Ativo Fixo Tangível / Ativo Total que sofreu um aumento para os 35,84%.
No que se refere ao rácio Ativo Corrente / Ativo Total, este foi de 61,93%, tendo sofrido um considerável acréscimo face ao verificado no ano anterior, como consequência do aumento do saldo de Caixa e depósitos bancários.


Quadro 6 - Evolução dos principais indicadores de alavanca financeira e de risco

     
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