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Só perde quem deixa de lutar

Mário Mourão


“Que ninguém deixe de votar no próximo ato eleitoral, para que o SBN fique ainda mais forte na defesa dos seus associados, na contratação coletiva e na consolidação e modernização de um SAMS como o melhor subsistema de saúde para todos os bancários do norte.“

Eis-nos praticamente chegados ao fim do mandato destes corpos gerentes do Sindicato dos Bancários do Norte. Tratou-se, como certamente é de opinião generalizada de todos os associados, de um quadriénio particularmente difícil e acidentado, em que o setor financeiro foi fustigado pela saída de milhares de trabalhadores, vítimas indefesas de políticas desastrosas que encontraram neles – e, afinal, no conjunto da sociedade portuguesa – o último elo de uma cadeia de enviesamentos de gestão e de opções ideológicas que privilegiaram uma austeridade sem quaisquer critérios sociais.
Ao fazermos o ponto de situação e ao procurarmos encontrar uma base de partida para avaliarmos o que esperar do futuro, constatamos, infelizmente, que a turbulência ainda está longe de amainar, porquanto permanecem alguns dos fenómenos mais perniciosos que mais têm atormentado o setor e os seus trabalhadores, qual seja o das rescisões, por muito “amigáveis” que as entidades patronais queiram batizá-las.
De facto, na banca a incerteza continua muito grande. O setor ainda não está estabilizado. E todos temos de nos consciencializar de que quando o estiver será em baixa, no que ao fator emprego diz respeito. É que, na banca, o desemprego continua a estar à porta
Importa, pois, a adoção de medidas urgentes para fazer reverter todo este conjunto de situações e para voltar a dar crédito à banca em Portugal – não me refiro a um crédito financeiro, mas sim a um crédito de confiança por parte dos aforradores e dos investidores no nosso país. Não será esta, também e em última análise, uma forma de combater a fuga para os chamados paraísos fiscais, que continuam a traduzir-se num inferno para as nossas contas públicas?
Não tenhamos dúvidas: a economia só se desenvolve se tivermos um sector financeiro forte e com boas perspetivas de futuro. Por isso queremos bancos fortes e até compreendemos perfeitamente a necessidade que as instituições de crédito têm de se adaptarem, de se restruturarem, de se modernizarem. Mas não podemos aceitar é que isso sirva de pretexto para transferirem os seus serviços para o estrangeiro e para agitarem demagogicamente o fantasma da inevitabilidade da redução dos postos de trabalho.
Como referi, há muito trabalho a desenvolver no sentido de fazer reverter estas situações, que são extremamente gravosas para o país. Avizinham-se as eleições para um novo mandato no Sindicato dos Bancários do Norte. Tendo em conta tudo o que fica dito, apelo a que o ato eleitoral seja uma demonstração clara da vontade dos nossos associados no fortalecimento do SBN, através de uma votação maciça. Os sindicatos têm a força que os seus sócios lhe conferem. Que ninguém deixe de votar no próximo ato eleitoral, para que o SBN fique ainda mais forte na defesa dos seus associados, na contratação coletiva e na consolidação e modernização de um SAMS como o melhor subsistema de saúde para todos os bancários do norte. Até porque, como é frequentemente repetido, só perde quem deixa de lutar!...

     
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