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Novo Banco

Febase quer conhecer acordo entre Portugal e Bruxelas

A Febase solicitou uma reunião à administração do Novo Banco para obter esclarecimentos sobre o acordo entre Portugal e Bruxelas para a venda da instituição. Ao tomar conhecimento, pela comunicação social, de que o acordo entre as autoridades nacionais e Bruxelas contempla uma redução de custos, a Febase solicitou a reunião com o objetivo de analisar as medidas previstas e as eventuais consequências para os trabalhadores.
Após a reunião, a Febase informará os associados dos seus sindicatos sobre o resultado.

Plano de reestruturação do NB não prevê redução de efetivos

O plano de reestruturação do Novo Banco não afetará a estabilidade dos postos de trabalho, garantiu à Febase a administração da instituição, numa reunião efetuada em 31 de outubro, a pedido da federação. A Federação do Setor Financeiro reuniu-se com a administração do Novo Banco, a quem tinha solicitado um encontro para debater o processo de transição da instituição, cuja venda à norte-americana Lone Star foi concluída a 10 de outubro.
A administração adiantou que o plano de reestruturação, que tem um prazo de quatro anos, implicará o encerramento de algumas atividades e uma redução de custos com pessoal, mas assegurou que não tem qualquer intenção de repetir os processos anteriores, que levaram à saída de muitos trabalhadores.
As eventuais saídas de trabalhadores decorrerão de acordo com os habituais processos, como reformas antecipadas, e respeitando o diálogo com trabalhadores e sindicatos. Entre as informações prestadas, nada de relevante foi dito para deixar a Febase preocupada. Igualmente positivo é o facto de o Novo Banco deixar de ser um banco de transição para voltar a integrar o sistema financeiro português, no cumprimento pleno todas as normas. Por fim, a administração elogiou o empenho e esforço dos trabalhadores, que considerou decisivo para o regresso do Novo Banco ao sistema bancário.

Nota: Ver texto do ofício enviado pela administração aos trabalhadores, publicado em separado.

“Caro colaborador,
É um enorme privilégio partilhar consigo que o NOVO BANCO acaba de entrar num novo período da sua história. O Banco de Portugal anunciou ontem que os fundos de investimento geridos pelo grupo Norte Americano Lone Star adquiriram uma participação maioritária no NOVO BANCO, que inclui uma injeção de capital no valor total de mil milhões de euros, num processo iniciado há mais de dois anos.
Através da operação de venda e do processo de recapitalização, a posição de capital do banco melhorou significativamente. Hoje, o NOVO BANCO é uma instituição financeira sólida e bem capitalizada, posicionada para apoiar os seus clientes e ajudálos a alcançar os seus objetivos.
Neste momento particular, o Lone Star quer prestar o seu reconhecimento a todos os colaboradores do banco aos quais agradecemos a dedicação, a lealdade e a confiança, especialmente desde a resolução. Queremos, por isso, deixar-lhe uma mensagem de confiança e de esperança no futuro, para que continue a servir os nossos clientes com muito orgulho.
Após vários meses de trabalho com as autoridades portuguesas, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, os fundos de investimento geridos pelo Lone Star asseguraram as condições necessárias para reforçar a posição do NOVO BANCO como uma das principais instituições financeiras de Portugal e da Europa. Com a sua dedicação, o NOVO BANCO vai-se concentrar no apoio às pequenas e médias empresas, o principal motor de crescimento de Portugal e, simultaneamente, apoiará empresas e particulares com o lançamento de produtos e serviços inovadores que contribuirão para o dinamismo da economia portuguesa.
Através deste processo, pretendemos continuar a trabalhar com a equipa de gestão do NOVO BANCO e consigo, colaborador dedicado, para promover uma cultura de transparência, de acordo com as melhores práticas de mercado, sempre com o objetivo de oferecer o melhor serviço aos clientes do NOVO BANCO. Acreditamos no futuro da economia portuguesa e no futuro da NOVO BANCO.
Acreditamos em si, o ativo mais importante do banco, em quem os nossos clientes e as suas famílias confiam. Com a conclusão do processo de aquisição, trabalharemos em conjunto para garantir que o NOVO BANCO se torne um pilar mais sólido, mais estável, focado no mercado interno do sistema bancário português, com o capital, os recursos e a experiência necessários para alcançar essa visão.
O Lone Star, uma empresa com grande experiência no setor financeiro, entende os desafios que enfrentamos e todas as partes interessadas da empresa têm interesse no nosso sucesso coletivo. O primeiro Fundo Lone Star foi estabelecido em 1995, tendo como investidores fundos de pensões para funcionários públicos e reformados do setor público e empresarial. O Lone Star investe no setor financeiro e no imobiliário, tendo uma componente social que se expressa em donativos que apoiam a pesquisa médica, o ensino superior e outras causas filantrópicas.
Neste dia histórico para o NOVO BANCO gostaríamos de partilhar com todos a satisfação de colocar a instituição numa nova fase da sua história, acreditando que os enormes desafios que agora se colocam vão ser superados com a contribuição de todos, juntos num caminho com dificuldades, mas também de esperança que permita devolver ao banco o estatuto de grande instituição financeira portuguesa.

Obrigado,
Byron Haynes, Presidente do Novo Banco
António Ramalho, CEO, Novo Banco
Donald Quintin, Diretor Geral Lone Star Europe Acquisitions Limited”



     
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